Zé Raimundo protocola moção de repúdio a declarações de Trump contra o Papa Leão XIV

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POR REDAÇÃO JS * (redacao@jornaldosudoeste.com)

Na Assembleia Legislativa da Bahia, na terça-feira (28) o deputado estadual José Raimundo Fontes (PT) protocolou uma Moção de Repúdio às declarações feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Papa Leão XIV. As manifestações foram publicadas em 12 de abril de 2026 na rede social Truth Social e, segundo o parlamentar, representam um ataque direto à autoridade moral da Igreja Católica.

No documento, Zé Raimundo classificou as falas como ofensivas e incompatíveis com o respeito institucional, afirmando que ultrapassam os limites da liberdade de expressão ao atingir não apenas a figura do Sumo Pontífice, mas também os valores que ele simboliza para milhões de fiéis em todo o mundo, como a dignidade humana, a paz e a justiça social.

O deputado petista ressaltou ainda que o Papa Leão XIV tem se posicionado de forma firme em defesa da paz e pelo fim dos conflitos armados, com críticas às guerra na Ucrânia e a crise humanitária no Sudão, além de apelos por cessar-fogo em regiões de tensão internacional. O Pontífice também rejeita o uso da religião como justificativa para a guerra.

Donald Trump, por sua vez, havia classificado o líder religioso como “fraco” no combate ao crime e “ineficiente” em política externa. Para o deputado Zé Raimundo, esse tipo de posicionamento extrapola o debate institucional e configura ataque à autoridade espiritual e moral da Igreja Católica.

Ao anunciar o registro da Moção em plenário, o parlamentar protestou: “Não é possível que um chefe de Estado poderoso acuse uma das maiores autoridades religiosas do jeito que Trump fez”. Ele lembrou que o presidente norte-americano já havia feito críticas semelhantes ao Papa Francisco em ocasiões anteriores, quando o Pontífice defendeu igualdade e justiça social.

Zé Raimundo concluiu destacando que, embora a liberdade de expressão e de crença sejam valores fundamentais, discursos que incitam desrespeito ou hostilidade contra autoridades religiosas comprometem a convivência harmônica entre os povos e atentam contra princípios da dignidade humana e do pluralismo.

* COM INFORMAÇÕES DA ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DA BAHIA

Foto: Ascom/Alba

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