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A corrupção nossa de cada dia

O grande discurso de todo membro político da direita brasileira é eliminar a corrupção eleitoral no Brasil. Porém o que se ver é que quem mais esbraveja esse discurso é quem mais defende com unhas e dentes os principais corruptos do país, comprovados enfaticamente, mas jamais punidos, pois sempre estão sob o manto sagrado dos interesses das minorias conservadoras que coordenam as principais instituições decisórias do país.
 
Membros da esquerda nunca se furtaram também ao discurso de que também são contra a corrupção, porém os principais quadros que esbravejam esse discurso acabam por nunca chegar a condição de poder tomar as decisões corretas, porque a própria corrupção como coisa em si os tira desse processo e dessa possibilidade.
 
Mas de uma coisa todo mundo é consciente, enquanto houver eleitores, e sempre é a maioria, que entendem as eleições como um negócio, jamais a corrupção eleitoral se acabará, pois sempre haverá quem roube dinheiro público para comprar os votos necessários para continuar as mesmas roubalheiras e mesmas negociatas por votos num eterno circulo vicioso.
 
Discursar que a corrupção é coisa de um grupo ou de uma força política apenas é simplesmente coisa de gente falsa que utiliza o discurso de combate à corrupção para depois cometer os mesmos erros de sempre dos corruptos. Não adianta dizer que prendendo um líder ou outro estará eliminando a corrupção, porque isso não passa de discurso de corruptos da falta de palavra.
 
Por mais que se diga que são os políticos os verdadeiros corruptos, tudo isso é uma grande farsa. Quem é mais corrupto é o eleitor que passa quase quatro anos esbravejando contra a corrupção e contra os corruptos, mas ele simplesmente durante a campanha eleitoral esquece quem são os ladrões e vota sempre neles por dinheiro e outras coisas pequenas mais.
 
Enquanto a maioria dos cidadãos receberem dinheiro como corruptos para votar em candidatos que logo após as eleições eles mesmos esquecem, sempre vai haver a corrupção eleitoral. Para mudar essa natureza humana também é muito difícil e precisaria que fosse uma política de Estado. Mas como discutir educação política hoje no Brasil é proibido, mais uma vez nessas eleições vindouras haverá derrame de dinheiro, mais eleitores negociando comercialmente seus votos, e mais corruptos sendo eleitos.
 
Corruptos são os políticos que compram o voto e também aqueles eleitores que vendem seus títulos e a capacidade cidadã de decidir os rumos do futuro!
Genaldo de Melo

Genaldo de Melo

Genaldo de Melo, 43 anos, sergipano radicado em Feira de Santana - Bahia. Gestor social e articulista. Desenvolve consultoria em elaboração de projetos sociais
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