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SESI Viva+: Plataforma digital chega para gerir saúde e segurança do trabalhador

Por Camila Costa

As pessoas como centro do cuidado de saúde e segurança no ambiente de trabalho. Para firmar essa nova cultura e disseminar dentro das empresas o valor em proteger e gerir melhor a saúde dos seus funcionários, foi lançado o SESI Viva+, uma plataforma digital inteligente, que administra programas e serviços voltados para a saúde e segurança na indústria. A iniciativa parte do Serviço Social da Indústria (SESI) para contribuir com a tendência de diminuição dos casos de acidentes e doenças do trabalho nos últimos dez anos. No período de 2008 a 2017, a taxa de incidência de acidentes de trabalho no país caiu de 22,98 para 13,74 acidentes a cada mil vínculos empregatícios.

O SESI Viva+ chega para atender as demandas da indústria brasileira quanto a necessidade de administrar de forma mais eficiente a qualidade de vida dos trabalhadores. Por meio da plataforma, que concentra a gestão da saúde dos trabalhadores em um único ambiente virtual, os gestores podem compilar dados, juntar informações sobre a saúde de todos os funcionários de diversos setores. Essas informações, agrupadas de forma qualificada e estruturada, possibilita uma análise clara de como anda a saúde dos trabalhadores. É possível, por exemplo, gerar estudos epidemiológicos para apoiar as indústrias na redução de riscos legais, na redução de custos com afastamentos, na prevenção de acidentes e aumento da produtividade no trabalho.

Os funcionários também têm acesso à plataforma. Podem consultar informações sobre seus dados de saúde e receber alertas como os que avisam que algum exame periódico está vencido. A ferramenta apoia ainda as empresas nos atendimentos em Segurança e Saúde do Trabalho (SST) no eSocial – sistema que comunica ao governo, de forma unificada, informações sobre saúde e segurança dos trabalhadores. O SESI fornecerá às empresas um sistema com todos programas legais dentro do parâmetro exigido pelo eSocial, levando em consideração higiene ocupacional, ergonomia e análise de riscos.

Segundo Emmanuel Lacerda, gerente-executivo de Saúde e Segurança na Indústria do SESI Nacional, o maior impacto esperado com o SESI Viva+ é a redução de afastamentos por acidente ou doença no trabalho. “O trabalhador que não se afasta impacta na produtividade das empresas. O trabalhador que tem melhor saúde, melhor integridade física tem, obviamente, melhor requisito de produtividade no seu trabalho”, justifica.

A prevenção de riscos é um importante aliado na hora de reduzir os acidentes e doenças do trabalho. Em 2017, foram registrados 549.405 acidentes de trabalho em todo o Brasil. Esse número representa uma queda de 6,19% em relação a 2016, com 585.626 registros. Os dados estão no Anuário Estatístico de Acidentes de Trabalho (AEAT 2017). O Anuário também mostra redução do número de mortes causadas por acidente do trabalho. Os registros passaram de 2.288, em 2016, para 2.096 no ano seguinte. Isso representa uma diminuição de 8,4%. Também houve queda de 15,5% na quantidade de trabalhadores que ficaram incapacitados permanentemente em decorrência de um acidente do trabalho – de 14.892, em 2016, para 12.651, em 2017.

4ª Revolução industrial

Com utilização de Big Bata, o sistema permitirá a geração de painéis de indicadores de saúde e estilo de vida por meio de multicanais personalizados com login e senha para indústrias e trabalhadores. Um marketing mais direcionado e tomadas de decisões mais acertadas acontecem graças à essa tecnologia e ao cruzamento de informações entre as diversas fontes de dados. Big Data é o conceito para o grande volume de dados estruturados e não estruturados que são gerados a cada segundo e, em seguida, armazenados. A estratégia é pegar informações de mercado, insatisfações e desejos dos consumidores, cruzar com dados internos e chegar a soluções inovadoras. Leia mais sobre novas tecnologias.

O SESI Viva+ foi lançado até agora em Pernambuco, na Bahia, em Santa Catarina e em Minas Gerais. Segundo a coordenadora de Saúde da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Sendi Lopes, as indústrias terão impactos financeiros positivos com o auxílio da ferramenta, já que a gestão se tornará mais eficiente e, consequentemente, reduzirá custos com a saúde, que já é a segunda maior conta, perdendo apenas para a folha de pagamento.

“Geralmente os recursos para se investir são escassos e as empresas têm muitas dúvidas de onde fazer os seus investimentos relacionados à saúde. Uma plataforma que apoie nessa decisão, certamente vai gerar programas de saúde mais específicos, mais assertivos e com melhor retorno para a empresa e para o trabalhador”, explica. Uma pesquisa realizada pelo Serviço Social da Indústria (SESI) mostra que 71,6% das indústrias estão dando prioridade à gestão de segurança e saúde dos trabalhadores e que 76,4% dos entrevistados acreditam que o nível de atenção da indústria brasileira com o tema deve aumentar nos próximos anos.

Foto capa: Sistema Findes

Jornal do Sudoeste

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