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Projeto inovador de empresa baiana estimula crianças a aprenderem tecnologia 3D e robótica

Por Marquezan Araújo

 

A empresa Mini Maker Lab trabalha com estímulo à aprendizagem nas escolas de Salvador por meio de atividades lúdicas. O objetivo é desenvolver soluções para problemas do mundo real de maneira descontraída. Atualmente, o laboratório conta com uma impressora 3D, além de produtos aplicados na robótica como artefatos de aprendizagem.

Um dos idealizadores do projeto, Peterson Lobato, afirma que, no início, sentiu necessidade de uma ajuda qualificada pra engrenar a ideia inovadora. Foi aí que ele procurou informações sobre o Edital de Inovação para a Indústria.

De iniciativa do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e do Serviço Social da Indústria (SESI), esse instrumento de fomento ajudou mais de 800 empresas brasileiras a serem competitivas por meio de novos produtos e processos inovadores. O Edital de Inovação existe desde 2004.

De acordo com Peterson, “foram aportados R$ 150 mil, sendo que R$ 50 mil foram destinados a bolsas.” A partir daí, eles conseguiram formar uma equipe interdisciplinar para poder criar metodologia para as escolas. “A gente conseguiu melhorar muito o produto, criamos a parte de vendas online, então foi muito importante para a gente”, o empresário.

“Antes éramos duas pessoas apenas, com muita vontade e acreditando muito no projeto. E a gente está sendo apoiado pela aceleradora de projetos do SENAI, que tem uma expertise muito grande de negócios e conseguiu dar para a gente, sair de um projeto acadêmico para empresa mesmo”, ressaltou o empresário.

Peterson explica ainda que o laboratório tem a impressora 3D e produtos para o aprendizado de Robótica como artefatos de aprendizagem. Lá. “o aluno aprende desde modelagem e impressão de objetos em 3D até lógica de programação, micro-eletrônica básica, conceitos de automação e robótica”.

Edital de Inovação

Com o objetivo é estimular o desenvolvimento de soluções inovadoras para a indústria, as instituições do Sistema “S” (SENAI, SEBRAE e SESI) criaram, em 2004, o Edital de Inovação para a Indústria.

Até agora, mais de 800 empresas tiveram ajuda para se tornarem competitivas por meio de novos produtos e processos inovadores, alcançados pela iniciativa. Em outubro, o Edital alcançou a marca de mil projetos inovadores selecionados. Ao todo, foram investidos mais de R$ 545 milhões.

O gerente de Pesquisa e Desenvolvimento do SENAI CIMATEC da Bahia, Daniel Mota, diz que a indústria brasileira só vai evoluir com o a inovação dentro das empresas. Para isso, ele espera um apoio do poder público, que precisa entender essa necessidade. “A nossa expectativa é, de fato, que recursos que elevam o desenvolvimento do país a outro patamar, precisam ser não só mantidos, mas também crescentes.”

Atualmente, o Brasil se encontra na 64ª posição do Índice Global de Inovação (IGI). Nos últimos dois anos, o Brasil ocupava o 69º lugar. No nível global, a liderança da escala continua com Suíça, Reino Unido e os Estados Unidos. A melhor colocação do Brasil já registrada foi em 2011, quando o país ocupava a 47ª.

Jornal do Sudoeste

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