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A posse das contradições

O culminar de todo o processo eleitoral se dá com a posse dos eleitos para um período legislativo de quatro anos.
Assistimos no primeiro dia deste janeiro, a posse do candidato que se sagrou vencedor da  luta à Presidência da República, por decisão dos eleitores que preferiram este e não aos outros candidatos. Foi uma festa Cívico-Política muito bonita por ter transcorrido dentro da mais absoluta ordem e normalidade democrática com a presença de muitos apoiadores que prestigiaram de forma pacífica o evento.

Cumpre, entretanto, chamar a atenção para vários aspectos que se fizeram presentes no caso e que não deixam de merecer especial importância.  O primeiro deles diz respeito aos mais variados adjetivos que os adversários tentaram pendurar no vitorioso, mas que ao longo do processo da posse se mostraram completamente incompatíveis com o desenrolar dos fatos. Dentre os muitos adjetivos desqualificativos que quiseram marcar o vencedor estão os seguintes: nazista, machista, racista, autoritário, pedante dentre muitos outros que não cabem neste pequeno espaço.

No decorrer da execução do evento muitos fatos aconteceram e que destoaram de tudo o que havia sido caracterizado como marca do candidato vencedor, senão vejamos:

Por que um presidente nazista teria recebido os cumprimentos de um chefe de Estado judeu, tendo este sido o primeiro a chegar para o evento? Por que sendo machista permitiu que sua esposa fizesse o discurso primeiro do que ele em uma linguagem específica para minorias como a dos surdos-mudos? Por que um racista permitiria que um intérprete negro, traduzisse o Hino Nacional em linguagem específica para aqueles que não ouvem? Como autoritário, pelo que se sabe, até hoje, não tomou providências visíveis contra quem o agrediu fisicamente durante a campanha! Como Pedante assinou publicamente os documentos que formalizaram a posse com a caneta mais comum e corriqueira de uso frequente nos mais variados meios e não uma elegante caneta de marca usada por todos aqueles que consomem o poder?

Cumpre ressaltar que alguns grupos que se consideram paladinos da política e patronos da democracia não compareceram ao evento nacional, em forma de protesto como se o mesmo fosse Partidário e não político nacional como se apresentou no seu todo!

Do exposto podemos ver porque uns perdem e outros ganham! A verdade sempre se apresenta de alguma forma.

Cícero Carlos Maia

Cícero Carlos Maia

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