Aberração nas relações comerciais e na Educação

Por mais que os alienados seguidores dessa forma de fazer política chamada de bolsonarismo, sustentem o discurso de que qualquer posição contrária ao mesmo seja coisa de petista, como se nesse país só existisse como oposição essa agremiação política tão agredida, a cada dia que se passa vai se comprovando a marca da incapacidade plena para lidar com a própria política como coisa em si.

O bolsonarismo dizia que não entraria no jogo da política como se ela não existisse, e inventaram até uma tal de nova política como se o próprio Bolsonaro fosse coisa nova. Dividiram o poder entre um grupo de militares, um grupo de velhos corruptos e um rebanho de doidos desvairados, e continuam a trancos e barrancos sem saber para onde vão até agora.

Porém entre as maiores aberrações políticas já existentes na história do Brasil duas se destacam, que são a Política Externa e Educação Pública. Em ambas são claras as aberrações e a incompetência para dirimir os processos necessários para a própria evolução do país como Estado soberano.

Na política externa, Bolsonaro a cada dia vai consolidando uma linha de atuação que não precisa ser feiticeiro para saber que vai ser um desastre. Em função de interesses da turma de Trump e de Netanyhau resolveu comprar briga com os países árabes, grandes importadores de nossos produtos do agronegócio.

O Brasil exporta 43 vezes mais para os países da Liga Árabe do que para Israel, que representa não mais do que 0,18% das exportações, enquanto que para aqueles chega a quase 6% de tudo que sai do país. Um desastre à vista, caso a Liga Árabe resolva negociar com outros parceiros que trabalhem sem comportamentos ideológicos no comércio internacional.

Em relação à Educação brasileira estão passando dos limites. Resolveram que devem, porque devem, ouvir um doido que vive nos EUA, que só fala palavrão e insulta todo mundo, para definir quem são os quadros que deverão dirigir o MEC. Sai um doido que diz que os brasileiros são canibais e ladrões, e que universidade é somente para uma espécie de elite, e entra um mais doido ainda que diz que nordestino não deve estudar filosofia e sociologia.

Parece que o novo chefe do MEC acha que o povo do Nordeste é sub-raça, e ele como discípulo do doido bruxo da Virgínia é o superhomem de Nietzsche, o hiperbóreo que vai eliminar um tal de comunismo que nunca existiu em nenhuma parte do mundo, mas que no Brasil está acabando com as universidades públicas com um tal de marxismo cultural.

E o mais absurdo de tudo, é que querem que nós outros fiquemos em silêncio diante de tanta aberração, porque Bolsonaro e seus “intelectuais” filhos tuiteiros, Olavo de Carvalho, Paulo Guedes, Sérgio Moro, Ernesto Araújo, Damares Alves, Hamilton Mourão, agora o tal de Abraham Weintraub, e outros doidos desvairados, são quem têm razão nesse país. Mas só não teremos fundo do poço, porque os brasileiros já começaram a reagir, basta ver as pesquisas de opinião!

Genaldo de Melo

Genaldo de Melo

Genaldo de Melo, 43 anos, sergipano radicado em Feira de Santana - Bahia. Gestor social e articulista. Desenvolve consultoria em elaboração de projetos sociais
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