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Agressão na campanha!

O candidato seguia a sua trajetória natural, democraticamente festiva, pelas ruas da cidade, junto a todos os que comungam com ele das suas propostas de governança para o país, em meio a uma multidão que não se cansava de apoiá-lo.  Repentinamente, uma mão criminosa, consegue uma cercania letal com o aspirante e introduz, em seu abdômen, uma faca, preparada para o golpe de interrupção de seu intento de gerir o país.

Tudo teria dado certo, não fosse o socorro imediato de um hospital próximo que impediu que o seu objetivo fosse atingido. Como não poderia deixar de ser, a prisão foi imediata. O agressor foi para a prisão e o agredido para o hospital.

Inicia, a partir de então, uma nova fase na corrida ao Palácio do Planalto. Felizmente para o agredido nem a vida nem a campanha lhe chegaram ao final. Já para o agressor começa o período de explicações. O que mais se quer saber é quem teria determinado aquela monstruosidade. Num primeiro momento ele informa que o mandante teria sido Deus. Faltou explicar a quem ele chama de Deus.     

Começa o desenrolar de questionamentos das razões daquela atitude tão extrema ter sido cometida, vindo de um homem simples, sem perspectivas invejáveis. A situação ganha um novo contorno quando uma respeitável banca de advogados se interessa, caridosamente, por aquele infeliz o que nos faz depreender que a defesa está muito mais preocupada em resguardar o autor intelectual daquele ato do que, propriamente, proporcionar ao atacante o exercício do seu democrático direito de defesa.

O que particularmente chama a atenção é a ditatorial decisão de interromper a vida de uma pessoa só porque não concorda com a maneira como ela demonstra querer administrar o país. É a frieza com que se atenta contra a integridade física de um ser a fim de que ele interrompa, de forma definitiva, a sua passagem por esta estação do universo, em nome de um projeto político diferente daquele que outros grupos pretendem.

As averiguações continuam e muita coisa aparece no intrincado quebra-cabeças de se chegar a quem, verdadeiramente, interessa o desaparecimento de um candidato que demonstra motivação de atacar determinados segmentos que tomaram conta do país nas mais profundas entrelinhas.

Ao que tudo parece aquela atitude gerou efeitos opostos aos esperados.  Hoje, como recompensa, a vítima já se prepara para assumir a faixa presidencial e dirigir e arrumar o país!

Cícero Carlos Maia

Cícero Carlos Maia

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