Alvo da Operação Chronos, empresário aracatuense diz ser vítima e confiar na sua absolvição

O empresário Miguel Silveira da Rocha, um dos alvos da Operação Chronos deflagrada pela Polícia Federal, Ministério Público Federal e Ministério da Transparência e Controladoria Geral da União, deflagrada na manhã do último dia 19, em Aracatu, para combater um esquema de fraudes em licitações e contratos de prestação de serviços de limpeza e conservação de prédios públicos entre 2014 e 2017, rompeu o silêncio e em entrevista exclusiva ao JS, na manhã do dia 25, negando conhecimento ou envolvimento nos fatos. Miguel Silveira repudiou com veemência a acusação feita pela Polícia Federal de que sua empresa, a Lotérica São Pedro, teria servido para “lavagem de dinheiro” do suposto esquema criminoso que teria desvio mais de R$ 4 milhões dos cofres da prefeitura Municipal de Aracatu. Contestou também a informação de que os R$ 50 mil apreendidos durante a Operação Chronos tenham sido na Lotérica. “Na Lotérica foram apreendidos R$ 15,5 mil, dinheiro do movimento do dia anterior e que seria depositado na Caixa Econômica”, argumentou, apresentando inclusive, cópia do Auto de Apreensão lavrado pela Polícia Federal. O restante do dinheiro, segundo a Polícia Federal, foi apreendido na casa do Chefe do Gabinete Civil, que foi afastado cautelarmente do cargo, Antônio Silveira Maia, irmão do prefeito.

Com serenidade, sem esconder no entanto sua indignação, Miguel Silveira da Rocha repetiu o que afirmou teria dito durante o depoimento no dia 19, quando foi conduzido coercitivamente à sede do Departamento da Polícia Federal de Vitória da Conquista, que foi vítima de uma injustiça e que não constituiria advogado para se defender por estar convicto que o inquérito vai apontar sua inocência. “Não vou me desfazer de nenhum patrimônio, que se resume a uma casa, um carro e uma moto velha, e que não me pertencem, mas a minha mulher e meus filhos, para pagar advogado. Nada devo e tenho convicção que a Justiça vai comprovar minha inocência”, relatou.

Miguel Silveira relembrou sua origem humilde e sua trajetória profissional e empresarial, destacando que construiu uma reputação de seriedade e probidade  nos diversos cargos públicos que ocupou desde 1995, quando prestou serviços ao Ibge [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística] no Censo Agropecuário e Populacional de Aracatu e a partir de então nos dezesseis anos que foi professor e diretor do Centro Educacional de Aracatu, quando, conforme ressaltou, “contribui muito com a Educação do município”.

O empresário prosseguiu afirmando que desde 2000, quando participou e venceu uma licitação, é proprietário da Lotérica São Pedro, que insistiu ser uma concessão pública e sujeita a constantes fiscalizações da Caixa Econômica Federal, que ao longo desse período nunca encontrou qualquer indicio que seja de irregularidade. “Na minha trajetória profissional e empresarial sempre trilhei o caminho da verdade, da honestidade, da ética e da transparência, que me fizeram construir um patrimônio moral do qual tenho muito orgulho. Tenho muito orgulho de poder afirmar que não há nada que possa macular minha imagem de pai de família, de cidadão ou empresário. Todas as minhas ações são pautadas pela honestidade e respeito às Leis”, pontuou o empresário.

 

LEIA MATÉRIA COMPLETA NAS EDIÇÕES IMPRESSA/DIGITAL

Redacão Jornal do Sudoeste

Redacão Jornal do Sudoeste

Desde seu lançamento, o JS vem revolucionando a imprensa regional. Foi e continua sendo pioneiro na adoção de cores em todas as suas páginas e no lançamento de suplementos especiais que extrapolam o simples apelo comercial, envolvendo a comunidade em reflexões sobre temas de interesse geral por ocasião do Natal e dos aniversários de emancipação de municípios da sua área de abrangência de circulação.
Categorias