ANO NOVO

Há dias que venho pensando sobre o que escrever para iniciar o dito “ano novo”. Honestamente ainda continuo com uma espécie de “vácuo mental” que só nos orienta para escrever sobre as mazelas do ano que  passou .  Me  recolhei á leitura. No último número da revista “ser médico”, editada trimestralmente pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo (como sempre tudo publicado excelente) há uma matéria do poeta de nome estranho: Omar Khayyan conhecido por vários poetas e intelectuais brasileiros. Destacamos isso porque gostamos do poeta de nome difícil:

                  …”Não  pedi para nascer. Recebo, sem espanto ou ira

                       O que a vida me entrega. Um dia hei de partir;

                       Não me importa saber qual motivo

                       da minha misteriosa passagem pelo mundo .

A meditar ficamos. No texto há outros versos e até explicação sobre se  autor foi um materialista ou sufista. Sabedor que somos que o nosso Ferreira  Gular fez a “sua grande viagem” deixando textos maravilhosos, e não importando se Omar Khayyam é ateu ou não faz o bem mais um verso nesta passagem de ano:

                 … Ah! Enche o copo! De que serve repetir

                 Que o tempo sob os nossos pés já vai fugindo  ?

                 O amanhã não nasceu e  ontem já morreu

                 Por que me hei de importar se o dia de hoje é lindo?

Na realidade, olhando com o olhar critico mas com boa vontade , vamos esquecer o 2016  e procurar desejar  boas “coisas” para a Nação como um todo. Não é possível  que iremos caminhar na mesma trilha tortuosa do ano que foi. Será, se isso vier acontecer que medidas  mais “amargas deverão ser  tomada alijando os que hoje comandam nossos destinos”.

Começo do ano é sempre nebuloso ainda mais com um país na situação do nosso com os “renans, jucas e etc.” circulando por ai. Então “ o míope” chega, observa o estado de tristeza e mostra reportagem  que por incrível que pareça até que alegria trouxe: lá na cidade de Manacapuru (é no Amazonas) D. Francisca da Silva, mãe de seis filhos e “PROSTITUTA DE OFICIO” (conhecida como Coroca) foi eleita com um número significativo de votos para assumir as funções de VEREADORA. Foi,  para mim em particular, a melhor noticia que li edição da “Folha de São Paulo” de 30.12.16. Que Coroca exerça seu mandato com mesma dignidade usada quando se prostitui… Só. Feliz 2017!

Aurélio Rocha

Aurélio Rocha

AURÉLIO ROCHA É NATURAL DE “OLHOS D’ÁGUA DE DEOU”, BRUMADO, CRIADO EM PARAMIRIM; PROFESSOR TITULAR DA DISCIPLINA DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA DA FACULDADE DE MEDICINA DE ITAJUBÁ, MINAS GERAIS; JORNALISTA E AUTOR DO LIVRO “CRÔNICAS NÃO MÉDICAS”.
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