Anvisa autoriza mudanças e vacina da Pfizer se torna mais acessível

Nova temperatura de armazenamento vai permitir aplicação do imunizante mesmo nas regiões mais distantes do Brasil

 

Por:  Carol Cortez – Conteúdo Empresarial

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta sexta-feira (28) novas condições de armazenamento para as vacinas da Pfizer. A necessidade de temperaturas negativas extremas para armazenagem e transporte desse imunizante era um dos principais entraves para a distribuição fora das capitais no Brasil. Com a nova norma, a vacina pode ser agora conservada em refrigeradores comuns, de 2 a 8ºC, por até 31 dias.

O pedido para a mudança veio da própria fabricante. “Inicialmente não era preconizado pela Pfizer esse armazenamento, porém como a vacina já foi aplicada em muitas pessoas ao redor do mundo, estudos comprovam outras situações, como por exemplo a capacidade de ser mantida em temperatura convencional por até 31 dias. Esse tipo de mudança é sempre atrelada ao estudo de estabilidade do imunizante, que é a análise de quanto tempo o produto suporta em cada variação térmica”, explica Ricardo Agostinho Canteras, especialista em logística de cadeia fria.

O Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, efetuou um contrato de 200 milhões de doses da vacina da Pfizer e essa nova bula vai permitir que cidades mais distantes sejam também contempladas, afinal a estrutura que temos hoje para a grande maioria das vacinas do PNI é justamente com refrigeradores de 2 a 8ºC. O executivo ressalta, no entanto, que agora a atenção deve se voltar para a validade.

“O grande problema da temperatura mais alta é que ela diminui a vida útil da vacina. Se a gente conseguisse armazenar e distribuir a -70ºC, ela poderia durar 60 dias. Mas, com essa nova faixa, a validade é diminuída e a responsabilidade de fazer toda a logística e aplicação o mais rápido possível se torna ainda maior. Estamos com uma deficiência grande de vacinas no país e tudo o que não queremos é perder nenhuma dose. Esse é o principal objetivo, não perder nenhuma dose”, finaliza Canteras, que também é diretor Comercial e de Operações da TEMP LOG, operadora logística especializada nos serviços de armazenamento, fracionamento e transporte para a indústria farmacêutica.

A mesma autorização já havia sido concedida aos Estados Unidos, pela agência regulatória americana FDA (Food and Drug Administration) e também pela Europeia EMA (European Medicines Agency).

Jornal do Sudoeste

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