Tânia Martins

Tânia Martins

Ao Refém do Erro

Por Tânia Martins / 3 de outubro de 2016 /

Oh! Desgraçado insano, que da vida só recebe dano, perda, trauma e tortura, lança tua voz áspera ao infinito!… Aquieta – te, pois que num grito podes aliviar – te da loucura.   Refém dos austeros juízes, sequaz das pérfidas meretrizes, não te afundes na miséria! Lança um olhar ao (mais…)

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A POESIA EM NÓS

Por Tânia Martins / 26 de setembro de 2016 /

A poesia está lá no canto da sala, na mesa do rádio de pilha, no fio que desce e desaparece num buraquinho da parede, ao rés do chão. A poesia está lá no pequeno quintal. Numa parte, perto da calçada que leva até a porta da sala está a poesia. (mais…)

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ENQUANTO CAIS EM TENTAÇÃO

Por Tânia Martins / 19 de setembro de 2016 /

E provocas lágrimas, Despertas mágoas, E te transformas em carrascos, Os lírios desabrocham nos vasos; A chuva fina e fria acaricia As folhas e o chão; A esperança não abandona Quem crê que no bem. (mais…)

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INSATISFEITA

Por Tânia Martins / 15 de setembro de 2016 /

Das aves, as asas se partiram. Nos contos, tristeza e solidão! Nas contas, rezas esquecidas. No peito, insatisfação!   Das flores, perfumes na memória. Da neblina, suave recordar. Do acaso, uma saudade E a dor de não poder ganhar   Afagos. Dor atroz Que tortura meu ser Atormentado, infeliz, desgraçado! (mais…)

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ENQUANTO DORMES

Por Tânia Martins / 5 de setembro de 2016 /

reinvento uma canção. Pingo em teu corpo amores. Tela farta de desejos, escorrego pelo sonho faço festa em teu altar. Beijo ter corpo bonito, arquitetado pelos deuses, e entre sombras eu me esquivo e te quero mais. Enquanto ficas de olhos fechados vivo teu amanhecer! Durmo e acordo contigo. Sou (mais…)

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DÓI…

Por Tânia Martins / 30 de agosto de 2016 /

Quis você o centro Do meu universo, Meu céu, meu mar, Meu sol, minha terra, Lua e mar. Quis você meu néctar, Meu pão, Minha canção, melodia E flor! Ah! quis você meu universo E hoje, sozinha, Florzinha esquecida Entre as páginas De uma agenda antiga! Dói… (mais…)

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COMO SEMPRE

Por Tânia Martins / 22 de agosto de 2016 /

De ouro se vestiu A aurora Enquanto eu buscava Alento num encontro Com o céu. Eu não conheço o céu. Nada sei do paraíso E enquanto o azul Travestia-se de amarelo, Gritava por Deus, Chorava por alívio. O dia lentamente escorregou entre dores e água escorrendo!… Agora, enquanto a noite (mais…)

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(A SARÇA NÃO ARDE.)

Por Tânia Martins / 15 de agosto de 2016 /

Distante dos olhos Enche o coração De angústia e dor. Lágrimas nem molham Mais; Nem escorrem; Amontadas nos olhos, Escolhos a dolorir. Tentando luz, Tateando becos, Quebrando esquinas, Aparando arestas, Desejando sorrisos, Almejando festas, Sob a cruz, sem alarde Mas… a sarça não arde. (mais…)

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BEBO O NÉCTAR DA VIDA,

Por Tânia Martins / 8 de agosto de 2016 /

Sôfrega. Lambuzo-me do melaço De felicidade que, Em conta-gotas, consigo. E canto. E canto mais Louvando a vida Que me foi dada E eu nem sei o porquê. …e cato flores Entre as flores da cidade! … e vivo amores Aparentes, pura ficção, Nenhuma realidade. …e regozijo-me quando chuva cai, (mais…)

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Sonhador

Por Tânia Martins / 7 de agosto de 2016 /

Que pretendias tuquando brincavas de estrelasse sabias quenunca poderia tê-las?Que pretendiasquando brincavas com orvalhose bem sabiasque a dor é teu agasalho?Que pretendias Sonhador,quando brincavas com flores?Não sabias que são efêmerastais quais os amores?Agora, explica por quete consomes no fogo da ansiedadese tu soubeste sempreque amar é sofrer;“não possuir” é só (mais…)

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