BEBO O NÉCTAR DA VIDA,

Sôfrega.

Lambuzo-me do melaço

De felicidade que,

Em conta-gotas, consigo.

E canto.

E canto mais

Louvando a vida

Que me foi dada

E eu nem sei o porquê.

…e cato flores

Entre as flores da cidade!

… e vivo amores

Aparentes, pura ficção,

Nenhuma realidade.

…e regozijo-me

quando chuva cai,

quando a brisa passa,

quando minh’alma

enternecida

enche-se de graça

e, grata, suspira

de gozo, satisfação.

Tânia Martins

Tânia Martins

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