Câmara debate produção e comercialização de biscoitos em Vitória da Conquista

Por: Câmara Municipal de Vitória da Conquista 

 

Foi realizada na noite desta quinta-feira, 02, uma audiência pública para discutir investimentos e produção de biscoitos em Vitória da Conquista. A audiência foi realizada pelo mandato do vereador Orlando Filho (PRTB) e contou com a presença de produtores e empresários de biscoitos no município.

O vereador Orlando Filho (PRTB), proponente da audiência, explicou que a cidade é destaque em produção de biscoito e que “outras cidades menores já tentaram, mas não conseguiram se projetar nesse ramo. “Já tivemos a proposta para que a cidade se torne o polo têxtil, porque não ser o polo do biscoito?”, indagou. Disse que quando se propõe a discutir uma coisa, vai até o fim. “E vamos até o fim com essa causa”. Disse que marcará para a próxima semana, uma reunião entre a prefeita e empresários para apresentar a proposta da primeira feira do biscoito já em agosto. “Isso vai beneficiar a todos e não apenas a um empresário, vai ser importantíssimo para o desenvolvimento local”. Orlando lamentou a falta de execução de algumas leis no município e lembrou que já existe uma específica sobre o biscoito, porém são necessárias novas emendas e, se possível, uma reformulação para que a lei possa ser executada de forma efetiva. Por fim, explicou que em todas as audiências são feitas atas com as propostas apresentadas, para que possam ser levadas ao poder público e à sociedade, a fim de serem implementadas dentro do que for possível.

Representando a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do município, o senhor Paulo Willians se disse honrado em participar da discussão para tratar da cadeia produtiva do biscoito: “Nos honra e nos envaidece participar dessa discussão”. Ele explicou que o Governo Municipal entende a importância desse movimento para se ampliar as ações de toda a cadeia produtiva do biscoito, que vai desde os pequenos produtores até a indústria. “Para que a gente engrandeça a discussão é preciso ouvir todos os envolvidos, de produtores a empresários, porque são eles que geram empregos e fazem a cadeia produtiva funcionar”, falou, lembrando que a secretaria está pronta para orientar, apoiar e ajudar no que for necessário. “O nosso papel é ouvir e promover melhores condições para produzir e gerar renda para o município”, concluiu.

Eduardo Castro, representando a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural, iniciou falando da importância da discussão dessa cadeia que emprega muito e que começa na ponta, “onde justamente precisamos fazer um trabalho”. Eduardo relatou que há cerca de três anos o município vem buscando, através do Projeto Reniva, novas variedades de mandioca para o município. Explicou o processo realizado pelo projeto, que acontece por meio de várias parcerias. “Vamos produzir, potencializar as cadeias produtivas do município, oferecer assistência técnica, material e criar mais parcerias para ajudar e orientar os produtores”. Disse que é preciso cuidar da base, produzir mais e melhor, e sugeriu a partir da audiência a criação de plano de trabalho e metas para atingir. “Vamos construir pontes e não muros, vamos dar as mãos e trabalhar todos juntos”.

Produtor e empresário do ramo de biscoitos, Gildásio Silveira contou que atua no ramo há seis anos e que está nessa atividade, que acabou se tornando seu ganha pão, por conta das “lembranças de minha avó, de minha mãe e esposa”, três gerações produzindo biscoitos. Explicou que os produtores caminham de mãos dadas para fortalecer a classe. “Quando fazemos parte do governo, deixamos a desejar, às vezes não somos procurados como gestores, é um setor enorme, gigantesco, que está em todos os locais, da periferia aos shoppings, mas não temos números do que essa classe representa”, lamentou, pedindo ao Executivo Municipal que apresente um projeto de lei que para transformar o biscoito em patrimônio do município, “porque assim teríamos novos investimentos”.

Marcos Ribeiro, empresário do setor há 30 anos, cobrou mais investimentos na produção de biscoito na cidade e na Ceasa, ponto de referência na venda do produto. Sugeriu a criação de um festival de biscoitos a ser realizado na mesma época do Festival de Inverno, período em que milhares de pessoas vêm à cidade. “Temos muitos gargalos que não dependem só do poder público, precisamos dar as mãos. Precisamos de melhorias na Ceasa, que é cartão-postal da cidade”. Falou da necessidade de dar um poderio a esse produto e “a gente vem perdendo tempo porque conversamos demais e ficamos parados no tempo. Precisamos nos aproximar do poder publico, e vamos lançar um projeto já nesse festival, para lançarmos o nosso produto”. Completou dizendo que “viemos hoje aqui para somar com o poder público, para tirarmos do papel e melhorar a visibilidade do nosso produto”.

Edvaldo Santana, funcionário público e empresário na área de cafeteria, contou que fez um projeto que contempla todas as demandas apresentadas: “Rodamos toda a cidade e não tem monumentos ao café e ao biscoito, produtos tão importantes que rompem barreiras mundiais”. Pediu que é preciso construir esses monumentos nas entradas da cidade, “bem-vindo à terra do biscoito e do café”. Contou que no projeto ele pede uma catedral do biscoito, guia turístico e festa anual do biscoito. “Isso pode vir do fundo da cultura. É muito estranho não termos alusão aos nossos produtos na cidade. Quem passa por aqui não sabe que somos a terra do biscoito e do café que vai pro mundo todo”. Finalizou dizendo que “o mais difícil já foi feito, agora precisamos colocar em prática, e com o apoio de todos vamos conseguir”.

O empresário Alisson Flores disse que espera que a partir da audiência sejam extraídos muitos frutos, “mas vamos bater na mesma tecla. A gente nunca teve que buscar pelo poder público. Quando o Sebrae realizou um projeto, tivemos até uma pequena exposição no festival, mas parou aí, e é algo de um enorme potencial. Sem contar que o biscoito contempla a nossa economia”. Ressaltou a importância da feira  do biscoito. “Atravessamos essa pandemia com dificuldades, vencemos e estamos conseguindo sobreviver. O investimento publico só vem a nos ajudar”, concluiu.

 

 

Foto da capa: Divulgação

Jornal do Sudoeste

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