Desafio Microbioma Brasil 2022 seleciona trabalho em café como o primeiro finalista regional

Primeira etapa do Desafio analisou trabalhos da região Cerrado-Leste e MATOPIBA

 

Por: Alfapress

 

Na última semana a Microgeo, empresa 100% brasileira do setor de biológicos, promoveu o primeiro evento online para seleção do consultor vencedor da etapa Cerrado Leste e MATOPIBA do Desafio Microbioma Brasil (DMB) 2022. O programa, que está em sua terceira edição, é inspirado no “Plant Microbiome Symposium”, e visa, através de trabalhos de pesquisas de campo, obter os melhores resultados com o manejo do microbioma do solo e a prática da sustentabilidade do agronegócio.

A banca avaliadora, que contou com renomados especialistas, foi composta pelos pesquisadores Dr. Murillo Lobo Junior, da Embrapa – Arroz e Feijão, de Sto. Antônio de Goiás, Dr. Adailson Feitoza, da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Dr. Fernando Andreote, da ESALQ/USP, Dr. Rodrigo Mendes, da Embrapa Meio Ambiente, de Jaguariúna/SP, e Dr. Solismar Venzke Filho, da Consultoria Rotar.

“É o terceiro ano que faço parte e os trabalhos estão cada vez mais sofisticados, com análises mais complexas e novas avaliações. É interessante ver também que mesmo trabalhos que já estão no segundo ou terceiro ano de análise se sustentam com novos resultados, a preocupação com questões ambientais e mesmo com as variações climáticas”, disse Lobo Júnior.

Este ano, o trabalho vencedor da etapa Cerrado-Leste e MATOPIBA foi o da empresa Café Além da Xícara. A proposta foi verificar o impacto do uso da Biotecnologia Microgeo® em características fisiológicas da planta do cafeeiro e do solo de uma lavoura de café ao longo de 5 anos.

Os dados das análises apresentaram significativas melhoras nos atributos físicos, químicos e biológicos do solo e planta, refletindo diretamente na sua produção em duas safras consecutivas. Além disso, a interação da comunidade de microrganismos no microbioma do solo das áreas estudadas com o manejo da cultura foi muito significativa na questão da bioestruturação, aporte de matéria orgânica no solo e da dinâmica de macro e micronutrientes na planta em função do uso do produto.

Leonardo Carvalho, Engenheiro Agrônomo e proprietário da empresa Café Além da Xícara, conta que conheceu a tecnologia há mais de cinco anos através de produtores de cereais que aplicaram uma quantidade de sobra de adubo biológico produzido com Microgeo® em uma área recém desmatada e fizeram fotos de satélite. “Após seis meses foram feitos o comparativo e a área que recebeu Microgeo veio com muita robustez”, conta Carvalho.

Ele relata que então começou a desenvolver o trabalho com a Biotecnologia Microgeo®, que culminou na inscrição do DMB e que o resultado está sendo muito imponente em relação à construção de perfil de solo, microbiota, construção de raízes e principalmente afetando diretamente na produtividade e consequentemente na rentabilidade.

“Para nós é muito relevante ganhar o DMB. Eu acredito que é a pesquisa que movimenta todo o setor agrícola, então a gente é apaixonado pela pesquisa, pelo desenvolvimento de coisas novas para a cafeicultura e para agricultura de modo geral. A gente tem sim expectativa em ganhar o nacional, em função do trabalho desenvolvido na cultura do café”, disse o vencedor.

Resultados que chamaram muita atenção da banca foram o enraizamento e números relacionados ao carbono. “É uma coisa nova que apareceu no desafio e é importante essas análises para mostrarem se a mudança da estrutura do carbono se dá muito mais rápido quando se faz uso da ferramenta Microgeo”, comenta Solismar Venzke Filho.

Para o Dr. Adailson Feitoza, quando entendemos o que os microrganismos estão fazendo no sistema, encontramos respostas para entender algumas questões que surgem. A banca já sugeriu novos direcionamentos de continuidade e aprimoramento dos trabalhos apresentados.

“O caminho é sofisticar, mostrar mais a microbiologia do solo. O que de fato está sendo mudado? Comunidades de fungos, bactérias? Alguns gêneros e famílias estão sendo mudadas? Uma sugestão é mostrar cada vez mais a biologia do solo”, finalizou Lobo Júnior.

Na etapa Cerrado Leste foram inscritos sete trabalhos e diferentes culturas foram avaliadas como: milho, soja, pastagem e café. No encontro foram discutidas também as ferramentas disponíveis para mensurar como o microbioma ou a vida solo está sendo afetada. Os especialistas citaram uma infinidade de oportunidades a partir de avaliações moleculares, medidas de abundância e diversidade.

“Não adianta a biodiversidade no solo se ela não estiver sendo estimulada. As populações microbióticas são muito flutuantes, embora o DNA continue ali. É preciso que ele esteja vivo e funcional, daí a necessidade de considerar os grupos funcionais, diversidade elevada e é isso que nos leva a respostas agronômicas”, concluiu Feitoza.

“O desafio busca aliar o conhecimento teórico em Microbioma com as inovações práticas de manejo que demonstrem os benefícios do Adubo Biológico para suprir as necessidades de produção, a sustentabilidade no manejo e a maior qualidade de vida no planeta”, destaca Caio Suppia, Diretor de Marketing da Microgeo.

Voltado às Instituições de Pesquisa e Consultores do segmento do Agronegócio, o DMB é composto por etapas regionais e a nacional. O ganhador nacional participará do Plant Microbiome Symposium em 2023 em Quito, no Equador.

Para saber mais, acesse: https://www.microgeo.com.br/desafio/#desafio.

Foto de capa: Divulgação

Jornal do Sudoeste

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