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Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia investirá em estudos voltados para doenças que acometem a população negra

Da Redação*

 

Nesta quinta-feira, 5, a partir das 8 horas, durante a 4ª Conferência Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (4ª CCTI), no Hotel Fiesta, em Salvador, o Governo do Estado da Bahia, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado da Bahia (Secti), fará o lançamento oficial de um Edital que irá destinar R$1,1 milhão para pesquisas científicas que investiguem enfermidades às quais os cidadãos negros estão mais expostos, entre as quais a doença falciforme. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença é o maior problema de saúde pública do mundo.

Apesar de passados 130 anos desde a assinatura da Lei Áurea, que determinou a abolição da escravidão no Brasil, a população negra ainda sofre muito com o racismo estrutural e desigualdade social, o que impacta de forma negativa em vários setores de suas vidas, incluindo a Saúde. É nesse sentido que se justifica o lançamento do referido Edital, que, de acordo com o diretor geral da Fapesb, Márcio Gilberto Cardoso Costa, é pioneiro nesse assunto. “O edital é o primeiro criado com este foco entre todas as Fundações de Amparo à Pesquisa. Durante a 4ª CCTI, serão apresentados mais detalhes sobre o Programa, como as linhas de pesquisa. Uma será voltada para doenças falciformes e a outra para os agraves das enfermidades da população negra, com foco em entender os indicadores da sociedade e como as condições de vida influenciam nas doenças desenvolvidas em pessoas negras”, detalhou Márcio Costa.

Para a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado da Bahia, Maria Carvalho de Melo Pinheiro, o investimento surge para preencher uma lacuna de conhecimentos para o desenvolvimento de pesquisa científica que traga soluções para a população negra no que se refere às doenças prevalentes nesses cidadãos, agregando na qualidade de vida e melhoria da assistência à Saúde.

Já para a titular da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Estado da Bahia (Sepromi), Fabya dos Reis Santos, a iniciativa irá contribuir para o cumprimento das recomendações do Estatuto da Igualdade Racial do Estado e da política destinada aos segmentos dos povos e comunidades tradicionais.

Além da doença falciforme, o secretário de Saúde do Estado da Bahia, Fábio Vilas-Boas Pinto, aponta outras enfermidades que devem ser foco de atenção das pesquisas a serem desenvolvidas por meio do Edital, entre os quais a cegueira pelo glaucoma, a hipertensão arterial e amputações por pé diabético, de forma a combater amplamente o racismo estrutural na área da Saúde.

 

*Com informações da Assessoria de Comunicação Social da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado da Bahia (Secti).
 
 Foto de Capa: drauziovarella.uol.com.br.

Jornal do Sudoeste

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