Há proteção e segurança para as crianças e adolescentes venezuelanos?

Crise sociopolítica e econômica motivou imigração de milhares de cidadãos

Por: Fabiano de Abreu

Com o apoio da Logos University International (UNILOGOS), eu e uma equipe de cientistas da área da saúde analisamos a conjuntura de crise da Venezuela sob o aspecto dos dramas vividos pelas crianças e adolescentes do país.Intitulada “Echoes of Global Silence: Is there protection and safety for Venezuelan children and adolescents?” (Ecos de um silêncio global: existe proteção e segurança para as crianças e adolescentes venezuelanos, em português) e publicado no Journal of Pediatric Nursing, a pesquisa denuncia a conjuntura trágica e preocupante do país latino-americano.

A Venezuela vem enfrentando uma crise política, econômica e humanitária desde meados de 2010. Em uma conjuntura marcada por impasses econômicos e disputas políticas, a população venezuelana sofre pela falta de alimentos e água potável, fatores que forçam os cidadãos a se refugiar em países vizinhos. Nos últimos anos, milhões de venezuelanos saíram do país em busca de melhores condições de vida.

Essa crise imigratória afeta diretamente o desenvolvimento das crianças e adolescentes, principalmente os originados de famílias mais vulneráveis. De acordo com o estudo, houveram aproximadamente 1120 mortes de crianças e adolescentes por causas violentas; 559 (49.9%) das mortes foram de crianças com menos de 12 anos. Nos casos de homicídios, 76% das mortes são de adolescentes. Outra tragédia são os altos índices de suicídio entre adolescentes.

Segundo dados da UNICEF, 3,2 milhões de crianças necessitam de ajuda humanitária e assistência ao redor do país, dos quais 1,3 milhões enfrentam dificuldade para ter acesso à educação. Outro drama preocupante é que diariamente mulheres e garotas viajam por horas (ou até mesmo dias) até a fronteira do país em busca de obter dinheiro através da prostiuição.

A pandemia agravou ainda mais a conjuntura da nação e as consequências podem devastar o futuro da Venezuela. Essa crise turbulenta pode impossibilitar o desenvolvimento de toda uma geração de crianças e adolescentes, já que além da carência de serviços básicos como água e eletricidade, eles também deixaram de ter acesso à educação.

Entenda como crianças e adolescentes são afetados pela crise na Venezuela

Desenvolvimento dos jovens está ameaçado pela falta de comida, água potável e saneamento básico

Um estudo realizado na Logos University International (UNILOGOS) intitulado “Echoes of Global Silence: Is there protection and safety for Venezuelan children and adolescents?” (Ecos de um silêncio global: existe proteção e segurança para as crianças e adolescentes venezuelanos, em português) e publicado no Journal of Pediatric Nursing, analisa a conjuntura de crise da Venezuela sob o aspecto dos dramas vividos pelas crianças e adolescentes do país. A pesquisa foi feita através da colaboração de cientistas da área da saúde.

A Venezuela vem enfrentando uma crise política, econômica e humanitária desde meados de 2010. Em uma conjuntura marcada por impasses econômicos e disputas políticas, a população venezuelana sofre pela falta de alimentos e água potável, fatores que forçam os cidadãos a se refugiar em países vizinhos. Nos últimos anos, milhões de venezuelanos saíram do país em busca de melhores condições de vida.

Um dos pesquisadores do estudo, o cientista Uanderson Pereira da Silva, Doutor em Neurociência e Desenvolvimento Humano pela UNILOGOS, afirma que: “essa crise imigratória afeta diretamente o desenvolvimento das crianças e adolescentes, principalmente os originados de famílias mais vulneráveis”, destaca.

De acordo com a pesquisa, houveram aproximadamente 1120 mortes de crianças e adolescentes por causas violentas; sendo que 559 (49.9%) das mortes foram de crianças com menos de 12 anos. Uanderson Pereira da Silva dá mais informações sobre os dados trágicos: “é possível observar que no caso de homicídios, 76% das mortes são de adolescentes. Outra tragédia são os altos índices de suicídio”, pontua o cientista.

Segundo dados da UNICEF, 3,2 milhões de crianças precisam de ajuda humanitária e assistência ao redor do país, dos quais 1,3 milhões enfrentam dificuldade para ter acesso à educação. “Diariamente, mulheres e garotas viajam por horas ou até mesmo dias até a fronteira do país para tentar obter dinheiro através da prostiuição”, afirma Uanderson Pereira da Silva. O cientista pontua que a pandemia agravou ainda mais a conjuntura do país.

Os cientistas ressaltam que as consequências desta crise humanitária podem devastar o futuro da Venezuela. Especialistas temem que essa conjuntura turbulenta impossibilite o desenvolvimento de toda uma geração de crianças e adolescentes, já que além da carência de serviços básicos como água e eletricidade, outro drama vivido é a falta de acesso à educação.

Foto de Capa: Divulgação

Jornal do Sudoeste

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