Com abordagem disruptiva de “homem para homem” e uso de Arteterapia Sustentável, projeto financiado pelo Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF) apresenta solução para a crise recorde de feminicídios no Brasil
POR NUNO ÁLVARO PIRES/TYPIMEDIA (nuno@typemedia.com.br)
Diante de um cenário nacional alarmante, em que o Brasil atingiu o recorde histórico de 1.568 feminicídios em 2025, o Projeto Cultura que Cura emerge como uma tecnologia social inovadora pronta para ser replicada no país. Originada em Sobradinho II (DF) e realizada com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), a iniciativa atua na raiz do problema: a desconstrução da masculinidade tóxica e a reabilitação de homens e mulheres em situação de vulnerabilidade.
Diferente das abordagens focadas exclusivamente na punição, o Cultura que Cura aposta no protagonismo masculino para interromper o ciclo de agressões. O idealizador, Tarcísio Rocha, utiliza sua própria trajetória de superação da dependência química para sensibilizar outros homens, promovendo diálogos diretos sobre o impacto do machismo nas relações familiares. Essa estratégia é vital em um contexto onde o consumo de álcool e drogas está associado a até 92% dos casos de violência doméstica no Distrito Federal. A nível nacional, o impacto econômico do alcoolismo atinge R$18 bilhões por ano, afetando a saúde pública e a segurança das famílias.
Inovação e Sustentabilidade
Um dos diferenciais que confere ao Projeto um forte apelo é o uso de geotintas (pigmentos naturais extraídos do solo) e a confecção de vasos ecológicos. Esta técnica é reconhecida como uma tecnologia social que une sustentabilidade, conexão territorial e democratização do acesso à arte. Além da pintura, o ciclo de Oficinas integram práticas como o Macramê, uma técnica de tecelagem manual que contribui para a reconstrução simbólica de vínculos e o fortalecimento do foco cognitivo; a escultura em argila, utilizada como ferramenta para o controle emocional e o alívio do estresse; e a produção de biojoias, que promove a inclusão produtiva e a profissionalização de jovens e adultos em situação de vulnerabilidade.
Escalabilidade e Impacto Social
A metodologia de baixo custo e alto impacto social do Cultura que Cura está alinhada aos critérios de certificações em Tecnologias Sociais, o que facilita sua implementação em Centros de Atenção Psicossocial em outros Estados. Resultados de Projetos similares, como o SerH no Rio de Janeiro, demonstram que grupos reflexivos podem reduzir a reincidência de violência doméstica de 17% para apenas 1,5%.
Sobre o Coletivo Origem Kandanga
Fundado em 2017 por Kátia Nunes e Tarcísio Rocha, o Coletivo nasceu da superação pessoal do casal após enfrentarem a dependência química e a violência doméstica. Hoje, a organização busca dar voz a esse movimento que prova que a arte feita com as mãos pode curar gerações e resgatar a paz familiar.
SERVIÇO:
CULTURA QUE CURA
Apoie à cultura pelo site www.origemkandanga.com.br
Público-alvo: Homens e mulheres em processo de reabilitação e vulnerabilidade social.
Redes sociais: @coletivoorigemkandanga
Foto: Nuno Álvaro Nunes/Typimedia




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Still, there is no arguing this is a conversation starter. If anything, it will serve as a reminder not to take yourself too seriously at the office. It is the horological equivalent of David Graeber’s notorious 2013 article “On the Phenomenon of Bullshit Jobs.
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