Medalhistas, pobres, de Matemática podem ficar sem bolsa de estudos

Uma vergonha!  Um país dilapidado pelas ratazanas do Congresso Nacional, que se locupletam descaradamente com o dinheiro dos contribuintes,  mostra ao mundo como o Brasil trata com menoscabo  a educação e a pesquisa científica, sob a pífia alegação de que não há recursos.

Pois bem, enquanto o governo, através do ministro Marcos Pontes,  da pasta da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, diz que, por falta de verbas, será suspenso repasse para custear pesquisas científicas e bolsistas, lá no Congresso jorra dinheiro para bancar a farra de parlamentares.

O  programa Fantástico, da rede Globo, de domingo último (01/09), mostrou a realidade brasileira, que contrasta com a realidade perdulária dos hóspedes do Congresso Nacional.

No interior do Piauí, na cidade de Cocal dos Alves, mora uma medalhista de prata da Olimpíada de Matemática, que percorre a pé todos os dias pela mata adentro vários quilômetros para poder ir estudar. Essa pobre estudante recebe uma bolsa mensal de 100 reais, que agora será suspensa pelo governo.

É muito triste ver que a União prefere bancar a orgia dos gastos públicos nos Três Poderes da República –  com a ilha da fantasia Brasília gastando o dinheiro da nação, como se observa no inchado e inoperante Congresso Nacional, repleto de parasitas sugando os contribuintes – a se preocupar com investimento em  educação e pesquisa científica para que não se perca uma futura cientista ou mestra em  Matemática, de Cocal dos Alves, por não dispor de reles 100 reais mensais de bolsa de estudos.

Se os senhores parlamentares tivessem respeito com o país, cada um deveria doar nem que fossem 100 reais de seus altos salários para que as medalhistas e os medalhistas, pobres, de Matemática pudessem continuar os seus estudos.

Júlio César Cardoso

Júlio César Cardoso

Bacharel em Direito e servidor federal aposentado Balneário Camboriú-SC
Categorias