Não se fazem mais comunistas como antigamente

Meira – (chegando e sentando) … e o último escândalo no Governo você viu?
Lobo – Outro??? Pega um copo que a cerveja tá esquentando e vai contando tudo. 
Meira – Pois é. O Ministro do Esporte, um tal de Orlando Silva do PCdoB, segundo denúncias, ele e o partido estão atolados até o pescoço em corrupção, desvio de dinheiro público, roubalheira, ladroagem etc.
Lobo – Tá certo. Mas primeiro vamos botar as coisas em seus devidos lugares: não existe corrupção neste Governo, só “malfeitos”. Foi o que decretou nossa presidente. Segundo: Falando sério, se nos últimos meses já foram demitidos quatro ministros pelos mesmos motivos e esse mesmo aí já protagonizou outros “malfeitos”, qual é a surpresa? E depois, essas coisas sempre existiram em todos os Governos.
Meira – Tem razão… em parte. Desde que o mundo é mundo corrupção e governantes são inseparáveis como carne e unha, chuva/vento, areia/praia. O problema é que o atual partido no poder criou tanta expectativa de um Governo sério que todos acreditamos.
Lobo – Não seja ingênuo, meu amigo. Política partidária é uma atividade em que só se sobressaem os poderosos, os “competentes”, os espertos; aqueles que sabem falar a “língua do povo”, ou seja, os que sabem enganar, mentir, trapacear; os que roubam sem nenhum problema de consciência; e, evidentemente, os que tenham estômago para aceitar o ESQUEMA. Ou você acha que alguém desvestido dessas “virtudes” teria sucesso em uma campanha eleitoral que envolva os partidos e os políticos que temos? Ser político neste País, “broder”, com raríssimas e honrosas exceções, é usar os bens públicos como se privados fossem; ter aversão à ética, à moral e à honra; desprezar as instituições; lotear a máquina pública entre a “companheirada” sem qualquer critério de competência ou probidade; cultivar o tráfico de influência, o clientelismo, o nepotismo; aceitar e distribuir propinas; e, sobretudo, negar sempre os “malfeitos”, mesmo que o roubo ou furto seja ululantemente óbvio.  
Meira – Mas você mencionou um esquema. Que esquema é esse?  
Lobo – O que está aí comandado pelo PT e que gerou o maior escândalo político de todos os tempos, o MENSALÃO. “Nunca antes neste País”, parafraseando o “Cara”, houve tanta corrupção, tanta farra com o dinheiro público, tanta indignidade, como nesse Governo.
Meira – Pelo que entendi você tá dizendo que o nosso sistema político-partidário está falido e podre e que o homem de bem não tem chances de sucesso em nenhuma eleição?
Lobo – Exatamente. Comprove. Faça a pergunta: quantos homens e mulheres honestos (as) existem hoje no Congresso brasileiro?  Se você contar nos dedos é possível que não preencha uma única mão. O Poder Econômico, os interesses corporativos de Sindicatos, Igrejas, empresários, etc,  dificultam e impedem a eleição de candidatos que não tenham “o rabo preso”. Nossa esperança é a aprovação do VOTO DISTRITAL na futura reforma política há tanto prometida. Acesse o sitio w.w.w.euvotodistrital.org.br/ e conheça o assunto. O futuro do País pode depender de um passo seu. Exerça sua cidadania. Ajude a Nação a combater essa corja.
Meira – Se você tá dizendo… Mas me mate uma curiosidade. Esse ministro aí não é aquele envolvido no escândalo dos Cartões Corporativos, que confessou ter comprado até “tapioca” com o cartão dele? Que pertence ao PCdoB, um partido que matou e morreu no combate à ditadura militar visando substituí-la pelo regime político praticado pela ditadura comunista à época imposta à Albânia?  Que, apesar da incoerência ideológica, se pensava um partido sério?
Lobo – Esse mesmo, com todos os efes e erres. 
Meira – Quem diria, hein? Pelo visto, não se fazem mesmo mais comunistas como antigamente. Ih… ficou tarde, outro dia voltaremos a esse papo. Bom te ver e grato pela brama. Tchau.
Júlio César Cardoso

Júlio César Cardoso

Bacharel em Direito e servidor federal aposentado. Balneário Camboriú-Santa Catarina.
Categorias