O desafio da vacina: logística e soluções

Por Ascom/ Pointer by Powerfleet Brasil

 

As recentes notícias sobre a eficácia da vacina Coronavac (78% para todos os casos da Covid-19 e 100% para os casos graves que precisam de internação ou podem levar à morte), representam um alivio aos brasileiros. Além das questões óbvias da possibilidade de uma imunização e a parceria com o Instituto Butantan de São Paulo, o ativo desenvolvido pela biofarmacêutica chinesa Sinovac Biotech apresenta outros benefícios, como menos desafios em sua logística, uma vez que a vacina não precisa de geladeiras especiais para seu armazenamento.

Mas concluir a distribuição das 10 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 já disponíveis em estoque, mais 100 milhões – 46 milhões até abril e as outras 54 milhões de doses até o fim do ano, anunciadas na última quinta-feira (07) pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, demanda desenvolvimento e novas plataformas tecnológicas significativas do setor de logística.

Daniel Schnaider, CEO da Pointer by PowerFleet Brasil ressalta que além da distribuição das vacinas, há bens e insumos hospitalares que também devem seguir uma cadeia logística, que não deixa de ser complexa e parte essencial para o fim da pandemia. Bem como o controle de temperatura continua a ser uma preocupação. “As vacinas escolhidas podem não precisar prioritariamente dos 80º Celsius negativos, como as da Pfizer, no entanto há de se entender que veículos fechados ou armazéns podem alcançar temperaturas altíssimas de 

CEO da Pointer by PowerFleet Brasil, Daniel Schnaider. Foto: Eduardo Gatti.

até 70º no verão ou embaixo do sol. E se temos programados 354 milhões de doses em 2021, espera-se uma operação com tecnologias adequadas e equipes devidamente treinadas para isso, conectar a produção ao público final de forma efetiva ultrapassa os requisitos de temperatura”

 Outro ponto a ser ressaltado são as metas de entrega e aplicação. Processos lentos podem colocar em risco todo o esquema de imunização. Países que foram pioneiros nas campanhas de vacinação como o Estados Unidos imunizaram apenas 2,8 milhões de pessoas da meta de 20 milhões. Europa Central, América do Norte e do Sul também apresentam atraso em seus objetivos.

No momento, incorporadas ao Plano Nacional de Imunização para distribuição nacional, toda a produção do Instituto Butantan continua a depender de tecnologias provenientes do mercado da logística. Diante disso, Schnaider mostra algumas soluções que certamente são necessárias neste processo:

Segurança: no ano de 2020, foram desde roubos de respirados a um roubo de 50 mil mascaras hospitalares. As vacinas serão as cargas mais valiosas que o Brasil vai transportar nos últimos anos. A segurança e interceptação de um possível roubo, não é só economia, são vidas salvas gratuitamente. Com um hub instalado no caminhão ou na carreta é possível realizar a gestão da frota e acionar a parada do veículo, caso seja necessário.

Localização: este fator pode mudar tudo nesta logística. Identificar onde a carga está pode ajudar na segurança e mobilidade dos ativos. Dispositivos coletam dados em tempo real para informar o responsável por onde aquela carga passou, onde ela está e para onde se locomove.

Fatores externos: luminosidade, impacto, temperatura, umidade e vibração. Todos esses fatores são extremamente importantes para o manejo correto das vacinas, uma vez que, por exemplo, uma trepidação intensa acontece, pode quebrar a cadeia molecular do medicamento e contribuir para que sua eficácia seja perdida.

Compliance: soluções com câmeras e inteligência artificial conseguem mensurar se a conduta do motorista no comando do veículo pode vir a comprometer a carga. Desde alta velocidade em lombadas, freadas bruscas às colisões.

Com essas ferramentas é possível identificar com exatidão quem comprometeu o ativo, por exemplo, se o problema aconteceu no hospital, durante o transporte, no voo ou no próprio laboratório. Assim, é possível atuar com um plano corretivo ou preventivo para minimizar prejuízos e se manter comprometido a segurança e metas.

 

Foto de Capa: Freepik.

Jornal do Sudoeste

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