O trem

Passa rápido o tempo.

Como um trem que
não pode parar
vai o tempo levando
passos, planos, sonhos!…
Infinitamente rápido
vai o trem rasgando
as horas, carregando
a poeira destas estradas
presa nos sapatos,
nas mentes, nas roupas!…
Ninguém ousa tentar
parar sequer um vagão.
Ninguém tem o freio,
ninguém pode nada ,
não.
Há sempre um novo tempo.
Um novo despertar.
Uma nova esperança.
Mas o trem passa
pela minha estrada
deixando feridas,
sangue nos trilhos
e esperança de um encontro
na última estação.
E passa. Corre. Acelera.
Rompendo barreiras,
desrespeitando regras
vai o trem.
Sempre.

Tânia Martins

Tânia Martins

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