Outubro Rosa: Omint reforça a importância do autocuidado e atenção para a saúde integral da mulher durante a pandemia

O diagnóstico postergado compromete a sobrevida dos pacientes, diminuindo a chance de cura

 

Por Ascom/ Omint

 

Outubro é o mês da conscientização e disseminação de informações sobre o câncer de mama. Apesar da participação massiva de entidades, unidades de saúde e profissionais da área em todo o país para divulgar dados relevantes sobre o assunto, de acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), a pandemia do novo coronavírus provocou uma queda de aproximadamente 75% no número de atendimento para rastreamento e tratamento para câncer de mama entre março e abril de 2020, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Dra. Débora Alchorne, ginecologista obstetra credenciada Omint, reforça que, mesmo em período de pandemia, as mulheres devem seguir com as suas consultas de rotina para evitar diagnósticos tardios. “É fundamental procurar o seu médico, não apenas se encontrar alguma alteração na palpação, mas também para os exames de rotina já que eles são em sua maioria preventivos, como papanicolau, mamografia, ultrassom transvaginal, ultrassom da mama, checagem de hemograma, colesterol, glicemia, função renal e hepática”, orienta.

Para dar suporte a essa rotina, em situações de dúvidas e orientações pontuais, a Omint ainda disponibiliza a Central de Atendimento e o Dr. Omint Digital, plataforma de orientação médica por videoconferência, que colocam à disposição da cliente um médico da rede credenciada apto a prestar orientações médicas de forma simples e conveniente.

Acompanhamento médico e rastreio são fundamentais para um bom prognóstico

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCa), o câncer de mama é o segundo tipo de neoplasia mais freqüente no mundo e o mais comum entre as mulheres, representando uma das principais causas de morte. Para o Brasil, estima-se que um total de 66.280 casos novos de câncer de mama para cada ano do triênio 2020-2022. Esse valor corresponde a um risco estimado de 61,61 casos novos a cada 100 mil mulheres.

Segundo o Dr. Murilo Brazan, mastologista credenciado Omint, apesar de importante, o autoexame feito como única forma de prevenção não é o método mais eficaz para detectar o câncer de mama. “Isso porque é possível apalpar o nódulo cancerígeno quando ele já está em estágios avançados. Portanto, se você tem 40 anos ou mais, deve fazer mamografia todos os anos, associada ao exame clínico, como ultrassonografia e ressonância magnética, quando necessários”, explica.

Para o especialista, embora a ultrassonografia seja muito mais confortável, não é eficaz para rastreamento como método isolado. Apesar de amplamente utilizado, o seu principal papel é complementar a mamografia, que é ainda o principal exame para a detecção do câncer de

mama. O médico também alerta que pacientes com fatores de risco devem antecipar a fase de rastreio. “O objetivo é buscar lesões assintomáticas, que não seriam perceptíveis pela paciente. Para as mulheres que possuem histórico familiar positivo, a recomendação é iniciar os exames cerca de 10 anos antes de quando o parente de 1º grau ou 2º grau teve o câncer de mama.”

Prevenção e tratamento

De acordo com o mastologista, é importante observar cada mudança no corpo, além de preservar a saúde com uma boa alimentação e práticas de exercício. “Algumas decisões cotidianas, como praticar atividade física, manter um peso adequado à altura e ingerir bebida alcoólica apenas moderadamente podem atuar em benefício da mulher. Além disso, para a prevenção do tumor de mama, é fundamental manter uma alimentação de boa qualidade e variedade”, afirma.

O especialista ressaltou ainda que o diagnóstico postergado compromete a sobrevida dos pacientes, diminuindo as chances de cura. “Pacientes que possuem indicação de tratamento, mesmo em distanciamento social, a orientação é seguir com o atendimento respeitando todos os cuidados e precauções necessários. Se a paciente ainda não começou a quimioterapia, é possível indicarmos alternativas como a hormonioterapia. Se a única indicação for a quimioterapia, o risco de não tratar a doença é muito maior”, explica.

 

Foto de Capa: Divulgação/ Omint.

Jornal do Sudoeste

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