Pesquisa da Uesb investiga suplementação em bovinos com ureia

Por Ascom / Uesb

O período seco preocupa os produtores de gado pelo fato de exigir estratégias mais elaboradas para a alimentação dos animais. Por isso, a ureia vem se tornando uma boa opção de suplemento. A substância é usada na dieta dos bovinos que, assim como outros ruminantes, apresentam sistema adaptado para a digestão de produtos de origem vegetal. Além de reduzir os custos, por substituir parcialmente fontes proteicas vegetais, a ureia fornece boas quantidades de proteína degradável na câmara de fermentação que compõe o estômago dos ruminantes.

Atentas a esse contexto, algumas indústrias começaram a investir na produção da ureia protegida, que é mais cara e possui ação similar à ureia tradicional no aparelho digestivo dos bovinos, mas proporciona uma liberação mais lenta, o que prolonga o
tempo de absorção das proteínas.

Com o objetivo de avaliar as ações da inclusão desses dois tipos de ureia em suplementos para novilhas da raça Nelore criadas a pasto, foi realizada uma pesquisa, no campus de Itapetinga, que incluiu experimento de campo e análises laboratoriais.

A pesquisa foi coordenada pelo professor Fabiano Ferreira, do Departamento de Tecnologia Rural e Animal (DTRA). Por meio de coletas de forragem, dos níveis de digestibilidade da suplementação e do ganho de peso das novilhas, foi possível concluir que a opção mais econômica pode continuar sendo a melhor alternativa. “Para novilhas em pastejo e consumindo pouco suplemento, pode-se usar a ureia tradicional, que é mais barata do que a ureia protegida”, explica Ferreira.

O que é a ureia? – A ureia tradicional é um produto sintético, obtido em escala industrial a partir de amônia e dióxido de carbono. Segundo o professor Fabiano Ferreira, ela é utilizada porque os microrganismos que compõem o estômago dos bovinos podem transformar o produto em proteína verdadeira.

Porém, para o bom aproveitamento dessa ureia, os bovinos precisam dispor de uma quantidade de carboidratos de boa digestibilidade para que o processo de sintetização de aminoácidos seja concluído. Quando os bovinos consomem muito capim, não têm muitos desses carboidratos de rápida digestibilidade.

 

 

Foto capa: (Divulgação Ascom / Uesb)

Jornal do Sudoeste

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