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Procedimentos estéticos no queixo ou mentoplastia?

O queixo se tornou o novo foco da medicina estética. É preciso cautela com procedimentos irreversíveis e materiais usados

 

Por Carol Martins/ Agência Health

 

Você já ouviu falar da mentoplastia? Mento é o termo médico que se dá ao queixo. Portanto, a mentoplastia é uma cirurgia plástica usada para corrigir alterações nesta região da face. Entretanto, embora a principal indicação da mentoplastia não seja apenas estética, com também funcional, nos últimos anos a procura pelo procedimento apresentou um crescimento elevado, principalmente entre os homens.

O motivo deste interesse repentino pela mentoplastia é que personalidades, como atores, cantores e modelos descobriram na técnica uma forma de melhorar a aparência facial. E com o acesso às informações cada vez mais acelerado, a notícia invadiu as redes sociais, motivando a procura pelo procedimento.

Mas, será que a mentoplastia pode ser indicada para qualquer pessoa, principalmente para fins estéticos? Pode haver consequências da cirurgia depois de alguns anos? Quais os riscos do procedimento?

 

Opinião do especialista

Segundo o cirurgião plástico, Dr. Luiz Philipe Molina Vana, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), é preciso muito cuidado com procedimentos que são irreversíveis, principalmente aqueles que alteram a estrutura da face, como a mentoplastia, a rinoplastia e a bichectomia.

“É fundamental orientar o paciente que o processo natural do envelhecimento causa mudanças importantes na estrutura facial. Estas alterações devem ser levadas em consideração na hora da decisão pela cirurgia ou não”, reforça o médico.

A região do mento, ou seja, do queixo, é de extrema importância para a harmonia facial. Algumas pessoas apresentam deformidades ou alterações anatômicas no mento que afetam a estética e as funções do organismo que dependem dessa estrutura, como fala, mastigação, respiração, entre outras.

“Nestes casos, a mentoplastia é muito bem indicada. Normalmente, é realizada por um cirurgião buco-maxilar em conjunto com um cirurgião plástico, pois é preciso mexer na estrutura óssea, realizando cortes ou enxertos, além do trabalho estético para uma boa aparência final”, explica Dr. Molina.

 

Plástica ou preenchimento?

Porém, o que se popularizou nos últimos anos não foi a mentoplastia em pessoas com alterações ou deformidades no mento, já que é uma cirurgia realizada há muitos anos. “Na verdade, o que aumentou foi a procura por procedimentos na região do queixo para melhorar ou harmonizar a aparência facial”, cita Dr. Molina.

“A harmonização facial ganhou fama com a popularização do preenchimento com ácido hialurônico, que pode ser aplicado para melhorar a aparência da região do mento. Também podem ser usadas outras técnicas, com inserção de prótese de silicone, enxerto de gordura do próprio paciente ou ainda o avanço ósseo do mento”, afirma o cirurgião plástico.

“Hoje, o preenchimento com ácido hialurônico é o procedimento mais recomendado. Isso porque o resultado não é definitivo e o produto é absorvido pelo corpo em cerca de 12 a 18 meses, com baixo índice de complicações”, reforça Dr. Molina.

O preenchimento também pode ser feito com a gordura do paciente, mas envolve diversas etapas. “Primeiro, é feita a retirada da gordura. Depois, a gordura é purificada e só então pode ser aplicada no paciente. O lado positivo é que a gordura também é absorvida pelo organismo, sendo uma boa alternativa”, comenta o especialista.

De acordo com Dr. Molina, a inserção de uma prótese de silicone no queixo também é uma técnica bastante comum. “Caso o paciente não goste do resultado, será necessário realizar outro procedimento para retirar a prótese. Apesar disso, também é uma técnica reversível”.

 

Atenção ao que é permanente!

Quando uma cirurgia plástica se torna popular, com a mentoplastia, o desejo de se submeter à técnica pode levar o paciente a algumas armadilhas, caso não esteja bem informado. Em relação ao queixo, o ideal é optar por técnicas não definitivas, como as citadas acima. É preciso ainda muito cuidado com um produto chamado PMMA (Polimetilmetacrilato).

Há algumas ressalvas em relação ao uso desta substância. A primeira e a mais importante é que o resultado é definitivo. Ou seja, uma vez feito o preenchimento, não há retorno da aparência.

“Além deste aspecto, é um produto com alto índice de complicações, como alergias, endurecimento da área aplicada, infecções, necrose dos tecidos, formação de nódulos, dores, entre outras condições que podem ser muito graves”, reforça Dr. Molina.

 

Cirurgia plástica segura

Lembre-se de procurar um cirurgião plástico capacitado, membro da SBCP e com CRM ativo. “Avalie as opções e questione o médico sobre o resultado, pensando principalmente nas mudanças que ocorrem na aparência facial com o passar dos anos”, encerra Dr. Molina.

 

Foto de Capa: Pixabay

 

 

Jornal do Sudoeste

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