Professores têm oficina gratuita sobre como trabalhar Educação Financeira em sala de aula

O tema faz parte da BNCC e pode ser aplicado em qualquer

área do conhecimento

Por: Emerson Couto

Educação Financeira é um dos temas que entraram em 2017 na BNCC (Base Nacional Comum Curricular) do Ensino Fundamental e Ensino Médio. Mais do que matemática financeira, professores podem trabalhar o tema por meio de questões comportamentais, o entendimento das prioridades, o impacto do consumo na sociedade, a importância do desenvolvimento de um planejamento e do autocontrole e um bom uso dos recursos, inclusive o dinheiro.

Como abordar Educação Financeira em sala de aula é o tema da oficina com a consultora pedagógica Andy de Santis, autora do livro Lições de Valor – Educação Financeira Escolar. O evento online e gratuito é aberto a todos os professores do País e acontecerá nos dias 3/10, às 16h, e 4/10, às 10h. É preciso se inscrever aqui para receber o link da oficina. Os educadores terão a oportunidade de conhecer aspectos importantes a serem abordados em uma aula sobre educação financeira e conferir atividades lúdicas que podem ser praticadas com os alunos, em qualquer área do conhecimento.

Entre as competências da BNCC trabalhadas no tema Educação Financeira estão elaborar um planejamento financeiro com ajuda (C08), uma etapa importante no desenvolvimento da competência relacionada a trabalho e projeto de vida; debater direitos e deveres (C01), uma das maneiras de desenvolver a competência da argumentação, que propõe formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões com base em direitos humanos, consciência socioambiental, consumo responsável e ética; tomar cuidado em relação a si próprio, à natureza e aos bens comuns (C09 e C10), intimamente relacionadas às competências do autoconhecimento e autocuidado, bem como à de responsabilidade e cidadania.

Segundo Andy, a educação financeira traz uma visão muito mais ampla e que pode ser trabalhada em várias áreas do conhecimento dentro da sala de aula. “Em Geografia e Ciências, pode-se trabalhar os aspectos de consumo e seus impactos sociais e ambientais. Em Língua Portuguesa, os alunos podem expressar seus sonhos, objetivos e dilemas. Em História, pode ser trabalhada a história do trabalho e da remuneração. Em Matemática, é claro, problemas específicos que envolvem dinheiro, como porcentagens e orçamento doméstico. Até em Educação Física é possível trabalhar por meio de jogos e gincanas”, conta Andy.

Para saber um pouco mais sobre o tema, foi preparada uma cartilha digital que pode ser acessada por qualquer educador do País em www.cofrinhosabichao.com.br, na aba Cartilha para Professores. A oficina faz parte do projeto O Cofrinho Sabichão, uma peça teatral sobre Educação Financeira que está percorrendo oito cidades do interior dos Estados de Minas Gerais, Goiás e São Paulo. Serão cerca de 10 mil alunos contemplados.

O Cofrinho Sabichão é uma realização da Companhia da Cultura, patrocinado pelo banco BV, Bemisa, Banco Pan e Jaepel, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet). Tem ainda o apoio do Instituto DiverCidades, responsável pela estratégia de inclusão e diversidade, e do Instituto Repartir, responsável pela comunicação do projeto, que atua com estudantes de comunicação em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

 

 

 

 

Foto de Capa: Divulgação

 

 

Jornal do Sudoeste

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