Quase um terço da área do território nacional apresenta boa ou muito boa potencialidade ao desenvolvimento agrícola, segundo pesquisa

Publicação inédita do IBGE busca classificar, interpretar e visualizar o potencial natural dos solos para a agricultura

Por: Thiago Marcolini/Brasil61

 

Um estudo inédito publicado pelo IBGE aponta que quase um terço (32%) da área do território nacional apresenta boa (30%) ou muito boa (2%) potencialidade ao desenvolvimento agrícola. Outros 33% da área territorial apresentam potencialidade moderada à extensão da agricultura. Os dados fazem parte do Mapa de Potencialidade Agrícola Natural das Terras do Brasil, estudo que busca classificar, interpretar e visualizar o potencial natural dos solos para a agricultura.

Segundo o IBGE, o objetivo da pesquisa é contribuir para o melhor entendimento dos solos do Brasil por meio de classificação interpretativa, com foco nos potenciais e limitações. O levantamento foi elaborado com base nos recursos naturais, sobretudo solo e relevo, e como eles podem favorecer o setor agrícola brasileiro.

“Os critérios que a gente utilizou foram selecionados a partir das informações do relevo e solo presentes no mapeamento, as informações que poderiam limitar ou favorecer o uso agrícola. Foram utilizadas basicamente informações de topografia e as características de solo, como profundidade, fertilidade natural, tipo das argilas, oscilação de água em profundidade”, explica o analista da pesquisa, Daniel Pontoni.

A pesquisa do IBGE apontou ainda as áreas com restrições ao desenvolvimento da agricultura, o que representa 21% do território. Segundo o instituto, são locais com relevos acidentados, com problemas de fertilidade e mecanização. O último dado do levantamento revela que os locais com restrições muito fortes ao uso agrícola somam 11% do país.

Potencial econômico

Na avaliação do economista César Bergo, o grande potencial produtivo agrícola do Brasil, como demonstrado pelo estudo do IBGE, abre oportunidade para formalizar uma estratégia nacional econômica e social. Para Bergo, o crescimento da produção agrícola depende de ações da sociedade, seja diretamente pelos produtores e trabalhadores, seja por serviços técnicos e disponibilidade de insumos.

“A cadeia de produção e abastecimento para uma alimentação não só local, mas mundial, sem dúvida é o principal desafio para o mundo neste século, e o Brasil é um dos grandes players do planeta nessa área. A agropecuária brasileira já é um dos pilares da segurança alimentar no mundo inteiro, e vai continuar nas próximas décadas sustentada, inclusive, por essas informações importantes relacionadas a essas áreas de plantio”, comenta o economista.

Um dos principais segmentos da economia brasileira, o agronegócio tem previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de até 2,5% para o ano que vem, segundo estimativa divulgada em dezembro (08) pela Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA). Para este ano, o setor terá queda de 4,1%.

Foto da Capa: Tânia Rego/Agência Brasil

Fonte: Brasil 61

Jornal do Sudoeste

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