ANA LOPES – ASCOM/AL9 COMUNICAÇÃO
A adultização infantil — fenômeno em que crianças assumem responsabilidades e comportamentos próprios de adultos de forma precoce — ganha cada vez mais atenção em discussões sobre saúde mental e desenvolvimento. Quando essas crianças não têm tempo para vivenciar a infância, o impacto se estende à vida adulta e à construção identitária.
“Quando uma criança é empurrada para responsabilidades adultas sem preparo nem suporte emocional, ela deixa de viver etapas cruciais de desenvolvimento — e carrega esse peso para a vida adulta.” — explica Adriana Ramalho a ex-vereadora por São Paulo e madrinha do ESA (Espaço Social Amparo), programa sócio emocional que atua no acolhimento de crianças e adolescentes com ideação suicida.
O tema ganhou ainda mais atenção após o criador de conteúdo Felca publicar um vídeo-denúncia sobre a exploração sexual de menores nas redes sociais e a adultização forçada de meninas, muitas vezes estimulada ou permitida por pais e responsáveis. O material expôs casos em que crianças são incentivadas a se vestir, agir e se expor como adultas para gerar engajamento ou lucro, muitas vezes sem qualquer noção das implicações e riscos envolvidos.
Para Adriana Ramalho, essa prática é gravíssima: “Quando um responsável induz ou permite que uma criança se comporte como adulta para atrair atenção ou dinheiro, está tirando dela o direito à infância e colocando sua integridade em risco.”
Impactos Profundos na Vida Adulta
O que pode parecer, para alguns, apenas “brincadeira” ou “conteúdo para redes sociais” é, na verdade, um gatilho para problemas emocionais e sociais que acompanharão essas crianças por décadas.
Traumas e Vulnerabilidade Emocional
Crianças expostas precocemente à sexualização desenvolvem feridas emocionais profundas, aumentando o risco de depressão, ansiedade e ideação suicida.
Confusão de Identidade
O desenvolvimento saudável da autoestima e da imagem corporal é comprometido quando a criança é forçada a corresponder a padrões e expectativas adultas.
Relações Afetivas Desbalanceadas
Adultos que vivenciaram a adultização precoce tendem a enfrentar dificuldades em estabelecer vínculos afetivos seguros.
Risco de Revitimização
A exposição digital sem controle aumenta a probabilidade de que essas crianças sejam novamente vítimas de exploração no futuro.
“Infância é sinônimo de proteção, e não de exposição. Nosso trabalho é resgatar o que nunca deveria ter sido tirado: o direito de ser criança.” Acrescenta a ex -vereadora.
Políticas públicas poderiam agir contra a adultização infantil e a exploração sexual de menores em três frentes principais — prevenção, proteção e responsabilização — de forma articulada entre diferentes setores do governo e da sociedade.
Prevenção e Educação
– Educação digital nas escolas: inserir no currículo escolar conteúdos sobre segurança na internet, privacidade e riscos da exposição precoce, com linguagem adaptada para cada faixa etária.
– Campanhas nacionais de conscientização: promover, em TV, rádio e redes sociais, mensagens claras sobre os riscos da sexualização infantil e sobre o papel dos responsáveis na proteção.
– Capacitação de professores e profissionais da saúde: treinar para identificar sinais de adultização ou abuso, sabendo como acionar a rede de proteção.
– Apoio a famílias: programas de orientação parental para ensinar limites no uso de redes sociais e reforçar o papel protetor dos responsáveis.
Proteção e Acolhimento
– Fortalecimento do Conselho Tutelar e CREAS: garantir equipe qualificada e recursos para atender denúncias com rapidez e oferecer acompanhamento psicológico às vítimas.
– Centros de referência em saúde mental infantil: ampliar o acesso a psicólogos e terapeutas especializados em traumas relacionados à sexualização precoce e exposição indevida.
– Monitoramento proativo das redes sociais: parcerias entre governo, polícia e plataformas digitais para identificar conteúdos de exploração e removê-los rapidamente.
Responsabilização e Legislação
– Aperfeiçoamento da lei: criar ou fortalecer dispositivos legais que responsabilizam criminalmente pais, responsáveis ou terceiros que incentivem ou permitam a sexualização de crianças para fins econômicos ou de engajamento online.
– Punição de influenciadores e empresas: multar e, em casos graves, processar criadores de conteúdo, agências ou marcas que se beneficiem da exposição sexualizada de menores.
– Rastreabilidade de conteúdos: obrigar redes sociais a ter sistemas que permitam identificar a origem de vídeos e fotos, facilitando investigações.
O vídeo do Felca sobre a adultização das crianças chocou e mobilizou milhões de brasileiros. Esse é um tema urgente, que deve mobilizar toda a sociedade.
“Políticas Públicas eficazes precisam combinar educação e conscientização para mudar a cultura que normaliza a adultização, proteção ativa para impedir danos imediatos e responsabilização firme para desestimular e punir práticas abusivas”, finaliza Adriana Ramalho.
Foto: Reprodução/https://angelamende.de/




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