A alfabetização sob perspectiva da neurociência, o que você precisa saber

 O cérebro humano tem múltiplas eficiências, principalmente em como se comporta quando promove alguma atividade. Especialista explica quais são essas habilidades.

 

Por: Jennifer de Paula

 

É incrível a capacidade que o nosso cérebro tem para o aprendizado. Não importa, seja onde for, por todos os lugares do mundo e em todas as culturas com suas diferentes linguagens escritas, a mesma região cerebral, com mínimas diferenças de milímetros, intervalos tem a habilidade de aprender aquele código.

É com base nessa alta capacidade de um órgão tão importante para o nosso corpo e nossa vida que a pedagoga, Miriam da Silva, desenvolveu um artigo em conjunto com o neuroscientista e biólogo, Fabiano de Abreu, no qual foi publicado na revista Ciência Latina, em que buscam o entendimento referente à aplicação das contribuições da neurociência na educação.

 

Levando em consideração a evolução científica constante e rápida, e principalmente na área da Educação em especial nas bases da alfabetização dentro da neurociência, as evidências científicas obrigam os pesquisadores a rever e reformular suas teorias  e hipóteses em qualquer área do conhecimento. Porém, a grande preocupação ainda é a questão do por que o Brasil insiste em permanecer tão alheio a descobertas científicas sobre o cérebro humano e a aprendizagem, insistindo em um modelo tão ultrapassado para a educação.

 

A mestranda Miriam da Silva, inclusive, mostra que o cérebro humano tem múltiplas eficiências, como cérebro individual, social, motor, afetivo-emocional, criativo, inventivo e genial, bem como conhecendo como ele se comporta para promover a aprendizagem, o professor terá outra perspectiva de prática educativa, não somente pela necessidade de mudança pura e simples, mas pelo conhecimento de como fazer o aluno aprender.

 

E como mesmo cita o neurocientista, Fabiano de Abreu, a educação deve ser singular e não plural, pois, “o aluno, o ser que está diante de nós deve ser visto nas suas particularidades, e deve ser motivado a desenvolver as suas capacidades, as áreas de seu interesse e onde é particularmente notável. O ensino deve ser feito com ritmo próprio explorando melhor cada um.”

 

Baseando-se nisso, incentivar estudos sobre a efetividade dos métodos desenvolvidos em sala de aula se faz bastante necessário, assim como, a produção de material didático-pedagógico para que haja respostas para essas e outras questões, além de criar programas realmente eficazes.

Foto da capa: Divulgação

Jornal do Sudoeste

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