Árvore-vida

É bom que lembremos que sempre é Dia da Árvore, e precisamos comemorá-la todos os dias, porque ela representa a vida neste nosso planeta tão maltratado. E eu volto ao assunto sempre, mas hoje é porque está aí a data comemorativa que inventaram para não esquecermos da sua importância: 21 de setembro. E também porque no dia 23 começa a primavera, a estação mais bonita, quando as árvores se vestem, de novo, de verde e de cores.

Como eu já disse e digo sempre, eu gosto de árvores. E parabenizo a todas elas, que nos dão tanto, a todos nós, limpam o ar que respiramos e nós cuidamos tão pouco delas…

Que não nos lembremos de refletir sobre o valor das árvores em nossas vidas apenas num dia do ano reservado a elas. Precisamos nos conscientizar que sem elas, não sobreviveremos neste planeta que já foi mais azul. Se não protegermos nossas matas, nosso verde, a água desaparecerá e tudo virará deserto. E a vida não resiste em desertos.

E além disso, da preocupação com o verde do nosso planeta e com a água que não pode faltar, ando preocupado porque o ipê da minha rua, majestosa árvore que sempre floresceu lindamente, nosso sol particular que deveria estar iluminado, irradiando luz por todo o bairro, está triste, sem folhas, sem nenhum botão de flor. Achei que tinha visto, outro dia, alguns botões começando a aparecer na ponta de algum galho, mas nada. Espero que a árvore, a mascote da nossa rua, não esteja morrendo, como os pés de jacatirão ao lado de um grande supermercado, que estão secando um a um.
Há um outro pé de ipê na mesma rua, menor, e ele não está fechado de flores, mas está florescido, humilde e tímido, jogando um pouco de luz por nossos olhos adentro. Hoje, quando passei por ele, lembrei da viagem que fiz, no final de semana, para o norte do nosso Estado catarina. No caminho e nas cidades visitadas, grandes concentrações de luz, belíssimos ipês carregados de flores. Este ano ele não estão florescendo tanto como no ano passado, mas sempre é um espetáculo grandioso.
A minha amiga Urda, pra completar, me enviou um apresentação de fantásticos ipês amarelos, brancos, roxos, vermelhos, rosa, um mais belo que o outro. Nem sabia que eles tinham tantas cores diferentes.
Então, querido leitor, onde quer que esteja, saia à rua e procure na sua cidade, que com certeza encontrará uma ilha de sol faiscando luz pra você. Olhe para o chão, também, que deverá encontrar um tapete de luz a seus pés, o que indica que um ipê amarelo floriu. E olhe para todas as árvores, desde a mais humilde até a mais majestosa e lembre-se que elas representam a vida. Precisamos cuidar mais delas. Plante uma árvore. Adote uma árvore. Cuide de uma árvore. Cuide da água, que sem água não haverá árvore. E sem árvores não exisitiremos nós, irmãos gêmeos da natureza, pequenos filhos da terra.

Luiz Carlos Amorim

Luiz Carlos Amorim

Coordenador do Grupo Literário A Ilha em SC, com 31 anos de atividades e editor das Edições A Ilha, que publicam a revista Suplemento Literário A Ilha e mais de 50 livros editados. Eleito Personalidade Literária de 2011 pela Academia Catarinense de Letras e Artes. Ocupante da cadeira 19 da Academia Sul Brasileira de Letras. Editor do portal ProsaA, Poesia & Cia. (Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br ) e autor de 27 livros de crônicas, contos e poemas, três deles publicados no exterior.  Blog:  http://lcamorim.blogspot.com
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