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Bolsonaro entre a aberração política e a piada

Desde que começou essa onda bravateira e paranoica de uma substancial parcela de “patriotas” da sociedade brasileira em colocar Bolsonaro em torno dos dois dígitos nas pesquisas eleitorais, que venho reiteradas vezes dizendo que ele será desconstruído a partir do momento em que a justiça eleitoral liberar as campanhas eleitorais.
Bolsonaro não tem capacidade nenhuma para ser Presidente da República, e o tempo vai inclusive demonstrar que ele não tem nem mesmo capacidade de conduzir uma campanha eleitoral, provado inclusive pela suas fugas dos debates com os demais candidatos. A não ser que tenha alguém que acredite que um homem com mais de duas dezenas de anos no Congresso Nacional, e só conseguiu aprovar dois insignificantes projetos de lei, tenha a capacidade de enfrentar a realidade das coisas!
Provavelmente o deputado Bolsonaro deve está muito arrependido em ter se colocado como pré-candidato à Presidente, porque atingiu seu patamar mais alto em pesquisas eleitorais, pois passando o processo eleitoral não ficará nem mesmo com o ridículo e insignificante mandato de deputado federal pelo Rio de Janeiro, para continuar com suas  grosserias e bravatas folclóricas na Câmara dos Deputados.
Apesar de que, tudo pode ser apenas especulações sua participação nas eleições como candidato que seja páreo para os outros, porque não dispõe de estrutura partidária (o PSL praticamente não existe), não dispõe de grupo político e sem condições de se construir em tão pouco tempo, e a cada dia mais tendo que pagar fortunas em indenizações por falar e agredir exatamente minorias e cidadãos que efetivamente vãos às urnas.
Por enquanto, enquanto pré-candidato que é, ele tem se apresentado praticamente com idéias estranhas consideradas como aberração política, mas durante os debates eleitorais se não tiver estrutura emocional, como sempre demonstra que não tem, acabará como a piada da campanha presidencial.
Mas queira Deus que ele participe das eleições, mesmo sem ter condições estruturais e políticas, e sem capacidade nem mesmo de apresentar propostas consistentes para enfrentar a crise por qual passa o país! E tomara que seja uma Janaína Pascoal da vida sua candidata à vice-presidente, porque diante de tanto sofrimento por qual passamos precisamos rir um pouco durante o processo de campanha, pelo menos durante os debates entre os candidatos.
Genaldo de Melo

Genaldo de Melo

Genaldo de Melo, 43 anos, sergipano radicado em Feira de Santana - Bahia. Gestor social e articulista. Desenvolve consultoria em elaboração de projetos sociais
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