Brumado pede socorro!

Com seus gritos alarmantes
Desce veloz a ambulância
Pelas ruas da cidade
Em assobrosa constância
À buscas dos pacientes
Em momentos deprimentes
Da maligna circunstância.
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Alastrou-se, de repente
O Vírus por todo canto
Num estranho ritual
Que nos causa muito espanto
Com a contaminação
Que afeta a populacão
Já sem limites do quanto.
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As noticias se repetem
Com os óbitos ocorridos
Sem escolher a idade
Para serem atingidos
Entristecendo as famílias
Que apesar das vigiliad
Perdem os entes queridos.
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Todos os procedimentos
Que têm sido observados
Nas contantes diligências
Em que são utilizados
Pois o virus não respeita
Permanecendo na espreita
Com seus dentes afiados.
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As máscaras e mãos levadas
Também distanciamento
Não podem ser desprezados
Pois um arrepedimento
Tardiamente chegado
Resume-se no ” coitado!”
Depois do acontecimento.
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Ademais, só a vacina
Será a nossa esperança
Como redução do risco
Que cada vez mais avança
Com plena imunização
De toda a população
Sem perder a confiança.
  .
Nada de esperar a sorte
Ou lamentar do azar
Para combater o virus
Temos de nos vacinar
A origem não importa
Pois falar mal não conforta
É melhor acreditar.
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Neste singelo cordel
Estou dizendo o que sinto
Ando morrendo de medo
Falo a verdade e não minto
Tudo pra mim é sintoma
Desse virus quando assoma
Com os sinais que pressinto.
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Ter medo não é vergonha
Pois coragem é diferente
Prefiro ser um medroso
Do que metido a valente
Que na hora da verdade
Mostra a face do covarde
E se borra de repente.
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Mas se depender de mim
Do bicho vou me livrar
Se bater a minha porta
Não vou deixar ele entrar
Com a cruz em minha mão
Vou escurraçar cão
Pois o inferno é seu lugar.
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Nao vejo chegar a hora
Da minha segunda dose
Para meu medo espantar
Que seja até overdose
Pra dar fim nessa agonia
Da ambulância noite e dia
Que está causando neurose.
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O problema é coletivo
Ninguém pode duvidar
Não é cada qual por si
Todos têm de cooperar
Em urgente mutirão
Sem nenhuma exceção
Para esse virus matar.
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Implorando ao Bom Jesus
Também São Sebastião
Protetores de Brumado
Que nos deem a salvação
Com muita paz e saúde
Na distância do ataúde
Neste querido sertão!

José Walter Pires

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