Câncer de boca: o que é, sintomas e tratamento

Neste episódio a Dra. Natalia Andrade dá mais detalhes sobre o assunto

 

Por: Brasil 61

 

Você conhece alguém que já teve câncer de boca? Sabe como reconhecer e se prevenir dessa doença? Neste episódio a Dra. Natalia Andrade dá mais detalhes sobre o assunto.

A primeira informação que você deve saber é: quando suspeitar que sua ferida na boca pode ser um câncer de boca?

Principais sinais e sintomas

  • Feridas na boca (que inclui língua, gengiva e palato, popularmente conhecido por céu da boca) e também nos lábios que não cicatrizam por mais de 15 dias e que tenham crescimento progressivo ou sangramentos.
  • Manchas vermelhas ou esbranquiçadas persistentes;
  • Dor ou dificuldade para falar, mastigar ou engolir;
  • Nódulos no pescoço.

Se tiver qualquer um desses sintomas você deve procurar um médico, principalmente se fizer parte dos grupos de risco para ter a doença, que são os fumantes, os consumidores frequentes de bebida alcoólica e as pessoas que se expõem ao sol sem proteção.

Diagnóstico

A suspeita diagnóstica é feita durante o exame clínico, mas a confirmação depende da biópsia. A biópsia consiste em retirar um pedaço pequeno do lugar suspeito e enviar esse tecido para o médico patologista. O patologista olha as células desse tecido e emite o diagnóstico de câncer ou outra lesão. Na grande maioria das vezes esse procedimento pode ser feito de forma ambulatorial, com anestesia local. Certos exames de imagem, como a tomografia computadorizada ou a ressonância nuclear magnética, são importantes principalmente para avaliar a extensão do tumor. Quanto mais precoce o diagnóstico e o tratamento, melhores são as chances de cura!

Tratamento

Na grande maioria das vezes o tratamento é cirúrgico, tanto para lesões menores como para tumores maiores. A cirurgia contempla a retirada do tumor e linfonodos da região do pescoço. Em uma parcela dos casos, haverá a necessidade de algum tipo de reconstrução do defeito cirúrgico, visando a funcionalidade da região acometida. Nos casos mais complexos, além do tratamento cirúrgico, é necessária a realização de radioterapia (com ou sem quimioterapia), após a ressecção do tumor, para complementar o tratamento e obter melhor taxa de cura.

O risco de desenvolver esta neoplasia pode ser reduzido atuando junto aos seguintes fatores de risco:

  • Suspender ou limitar o fumo e o álcool
  • Realizar higiene oral com frequência
  • Usar dentaduras bem adaptadas: as próteses (ou dentaduras) que não se encaixam corretamente levam a áreas de trauma contínuo na mucosa oral. Este fator aumenta o risco de desenvolver câncer de boca.
  • Reduzir a exposição à luz ultravioleta. A radiação ultravioleta é um fator de risco importante e evitável para o câncer de lábio. Diminuir o tempo de exposição aos raios ultravioleta, procurar usar chapéu, protetor solar e protetor labial com FPS 30 ou superior são medidas protetivas importantes.
  • Tratar lesões pré-cancerígenas. Áreas de leucoplasia (mancha branca) ou eritroplasia (mancha avermelhada) na boca são consideradas lesões pré-cancerígenas. A remoção dessas áreas diminui o risco de desenvolvimento de um câncer em alguma outra área da boca, mas não impede.

Portanto, se você tiver qualquer um dos sintomas que eu falei, e principalmente se fizer parte do grupo de risco, não deixe de procurar um médico, de preferência um cirurgião de cabeça e pescoço.

Para saber mais detalhes sobre o assunto, assista ao vídeo no canal Dr. Ajuda.

 

Foto de capa: Reprodução/Canal Doutor Ajuda

Jornal do Sudoeste

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