FEIA

Não é bonita

Na verdade, dura, crua,

Cruel e fria

È  feia. Um circo de horrores.

Um palco onde os atores,

Disfarçando lágrimas

E dores

Inventam amores

Enganam-se,

Anestesiam-se.

Entorpecidos,

São levados pelos dias,

Arrastados pelos fatos

De beco em beco,

Rua em rua,

Cidade em cidade,

Crendo-se livres –

Senhores de suas vontades

E atos-

Pobres guiados por

Algo maior que

Ninguém compreende

De verdade,

Na realidade.

Feia. Horrenda.

Bruta. Selvagem.

Uma fera sanguinária

Empanturrando-se de dor

E agonia!

Vertendo veneno,

Provocando náusea,

Insatisfação.

FEIA.

Tânia Martins

Tânia Martins

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