IPCA tem alta de 0,41% em novembro, segundo IBGE

O índice que calcula a inflação no país aponta os grupos Transportes, Alimentação e bebida com o maior aumento

Por: Fernando Alves/Brsil61

O Brasil registrou índice inflacionário de 0,41% em novembro, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nessa sexta-feira (9). O número é 0,18 ponto porcentual mais baixo que em outubro, quando o índice marcou 0,59% Os dados apontam alta de 5,13% no ano. Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete tiveram alta no mês, com destaque para dois deles: Transportes e Alimentação e bebidas, com aumento, respectivamente, de 0,83% e 0,53%. Os dados apontam alta de 5,13% no ano.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pela pesquisa, a alta do grupo transportes foi causada, em especial, pelo aumento dos combustíveis, enquanto a cebola e o tomate são os maiores vilões do crescimento da inflação em Alimentação e bebidas. Entre os grupos que registram queda, destacam-se Alimentação fora do domicílio (0,39%) e Vestuário (1,10%).

Para o professor de Finanças da Faculdade Ibmec, do Distrito Federal, William Baghdassarian, os números são positivos e mostram que o Brasil caminha para atingir o patamar de índices normais de inflação. Ele destaca a  queda na variação mensal do IPCA e também uma queda no acumulado em 12 meses.

“Isso mostra que a política monetária adotada pelo Banco Central, de subir a Taxa Selic, que é bastante elevada hoje 13,75%,  tem sido eficiente para trazer a inflação de novo para dentro da meta e isso vai contribuir para que a população, especialmente, a população mais pobre, não perca o poder aquisitivo e possa manter o mínimo de condições de consumir”, pontua.

O IBGE explica que o cálculo do IPCA é feito desde 1980 e abrange dez regiões metropolitanas do país e os municípios de Goiânia (GO), Campo Grande (MS), Rio Branco (AC), São Luís (MA), Aracaju (SE), além de Brasília. O índice analisa mensalmente a variação do custo de vida médio de famílias com renda mensal de um a 40 salários mínimos. O cálculo é realizado por meio de um levantamento de aproximadamente 430 mil preços em 30 mil locais.

O IPCA é usado pelo governo federal como o índice oficial da inflação no Brasil. O indicador mostra, por exemplo, a ilustração do poder de compra do consumidor. Se a variação do salário de um ano para o outro é menor que o IPCA, significa que os preços subiram mais que o poder aquisitivo, o que resulta na perda do poder de compra.

O Banco Central define a inflação “como o aumento dos preços de bens e serviços” e explica que ela gera incertezas na economia, desestimula o investimento e prejudica o crescimento econômico, afetando, principalmente, as camadas menos favorecidas da população, como destaca Baghdassarian.

“A inflação representa algo negativo para as famílias. Uma inflação alta significa que com o mesmo salário, as pessoas compram menos bens. Com uma inflação baixa ou uma inflação negativa, as pessoas compram mais bens. Então, o ideal é que o governo federal, por meio do Banco Central, estabeleça políticas de forma a manter a inflação dentro de um certo patamar que não prejudique tanto a população”, afirma.

Foto da Capa: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Fonte: Brasil 61

 

Jornal do Sudoeste

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