O conselheiro dos derrotados nas urnas

Cada vez que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso escreve um dos seus artigos para esses jornais tradicionais que insistem em acreditar que ele está em plena lucidez mental, ele demonstra que não está muito bem intelectualmente, e carece de alguém para dizer ao mesmo que seus artigos não passam de análises apaixonadas pelos seus amigos derrotados tantas e tantas vezes nas urnas.

 

Na sua idade avançada parece que ele não quer enxergar o óbvio do momento, em que as pesquisas demonstram que o povo brasileiro prefere realmente repetir o passado que foi glorioso com o ex-presidente Lula, e não apostar em quem ele acha que tem mais a haver como o momento que passamos, e que está muito em baixa nessas mesmas pesquisas.

 

Se o que ele escreveu nesse fim de semana for ter que ser considerado como coisa séria, realmente o ex-presidente Fernando Henrique está é com ciúmes de Lula, justamente porque ninguém e nada consegue assassinar sua reputação como querem todos da direita no país. E se Lula insiste em cantar suas glórias é porque ele sabe que é exatamente isso que tem que fazer, porque isso é fazer política e está dando absolutamente certo, porque como o Datafolha demonstrou cerca de 50 milhões de cidadãos com direito ao voto querem Lula de novo.

 

FHC chamar seus parceiros políticos para formar um pólo democrático para enfrentar a possibilidade da direita assumir o poder nas urnas em 2018 não é somente coisa de cinismo, é também acreditar que os brasileiros são ignorantes e cegos para não saber o que de fato ele sempre representou, ou seja, a direita mais carcomida e prepotente que por quatro vezes seguidas os brasileiros deram respostas claras derrotando nas urnas.

 

Talvez Fernando Henrique Cardoso tenha mesmo é medo de desaparecer da face da terra e não ver um de seus tucanos chegarem a Presidência da República. E como ver que ninguém deles vence Lula nas urnas partiu para o desespero de querer desqualificá-lo como a repetição desse passado que realmente foi glorioso, e que os únicos que podem salvar a nação são os nomes que ele defende que estão na rabeira das pesquisas. 

 

Alguém precisa aconselhar FHC a não mais escrever bobagens nesses jornais tradicionais e fazer um livro de poesia, que talvez seja levado mais a sério.

Genaldo de Melo

Genaldo de Melo

Genaldo de Melo, 43 anos, sergipano radicado em Feira de Santana - Bahia. Gestor social e articulista. Desenvolve consultoria em elaboração de projetos sociais
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