Os pequenos e médios negócios não podem morrer

Os resultados negativos da crise sanitária em função da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) deverão ser devastadores para a grande maioria dos pequenos e médios negócios da sociedade brasileira. Dialogando com a realidade concreta fica bem claro que estes sofrerão muitos mais dissabores para o restabelecimento do que as grandes economias de escala.

O tempo está passando, e sabemos que a pandemia deverá acabar e algumas soluções deverão ser tomadas pelos empreendedores, e principalmente pelo Estado, que mesmo sendo governado por forças políticas que defendem abertamente sua diminuição no campo da economia, continua sob o jugo de ser o guardião dos interesses de toda a sociedade, e coordenador das regras que definem as ações na economia.

É fato que são os pequenos e médios negócios desse país que fazem a roda da economia nos grandes rincões funcionar, bem como geram os empregos assalariados da grande maioria da população brasileira. Então não tem nenhuma lógica em defender que os recursos arrecadados pelo Estado da população fiquem apenas em função de uma pequena minoria que não sustenta no todo a sociedade brasileira.

Assim como os grandes negócios que sempre fizeram uso dos instrumentos de financiamento estatal, depois da pandemia quem mais vai precisar do Estado são aqueles que mais estão presentes na vida de cada brasileiro em cada canto que se imaginar no país. Os agentes estatais que formulam as políticas de desenvolvimento terão mais do que nunca a responsabilidade pelo soerguimento de toda a cadeia que roda a economia brasileira, e principalmente nesse momento, os pequenos e médios negócios.

A premissa principal dessa tese é que se o Estado arrecadador e provedor dos interesses dos mais diversos grupos de interesses não assim o fizer não vai haver condições de funcionamento do próprio Estado, não vai haver empregos suficientes para todos aqueles que hoje estão ficando sem empregos, não vai haver dinheiro suficiente em circulação para inclusive manter o status das grandes economias de escala, já que grande parcela da população terá dificuldades de ter acesso aos bens de consumo necessários. Quem pensar demais poderá morrer de idiotice!

Genaldo de Melo

Genaldo de Melo

Genaldo de Melo, 43 anos, sergipano radicado em Feira de Santana - Bahia. Gestor social e articulista. Desenvolve consultoria em elaboração de projetos sociais
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