Requisitos de DNA tumoral para classificação precisa de neoplasia do SNC com base epigenética

Por: Fabiano de Abreu

Se existe uma doença que a ciência tem se debruçado insistentemente nas últimas décadas para descobrir as causas e, principalmente, encontrar a cura, é o câncer, ou neoplasia, como a enfermidade é denominada cientificamente. Recentemente, a comunidade internacional de especialistas sobre o assunto tem estudado uma questão relacionada ao DNA encontrado no tumor, uma espécie de assinatura genética que pode abrir portas para novidades no futuro.

Segundo o PhD, neurocientista e biólogo Prof. Dr. Fabiano de Abreu, a chave de todo este estudo está no perfil de metilação do DNA. “Para quem não conhece, isso acontece quando a célula passa por uma transformação em suas características epigenéticas. Isso pode levar as células cancerosas a se tornarem malignas”. Agora, “os cientistas estão desenvolvendo um sistema de classificação baseado em epigenética para tumores do Sistema Nervoso Central que poderá permitir que se identifique esta situação em qualquer consultório médico do mundo”.

O neurocientista explica que “o perfil de metilação do DNA surgiu como uma ferramenta que ajuda a determinar as neoplasias e suplementar os métodos histológicos tradicionais para facilitar o diagnóstico patológico e subtipagem de tumor”. Para conseguir isso, foram realizados estudos de três tipos de tumores no cérebro. Os cientistas perceberam ali mais de 8 mil células de cromatina, o que mostra que tal possibilidade de classificação é algo palpável.

Resta aguardar o que vem no futuro bem próximo. Pois os estudos ainda são breves e muita novidade ainda deve vir acompanhada de estudos que revelam como entender a velocidade e a forma das células malignas se transformarem dentro do organismo e causarem tanto transtornos para a sociedade de um modo geral.

 

 

Foto de Capa: Reprodução targetsaude

Jornal do Sudoeste

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