Seminário na Uesb discute “Memória, Pensamento e Criação no Cinema Brasileiro”

“Cinema é, antes de tudo, pensamento”. A frase dita pelo filósofo Auterives Maciel (PUC-RJ) foi uma das inúmeras provocações apresentadas pelo professor durante o seminário “Memória, Pensamento e Criação no Cinema Brasileiro”, realizado entre os dias 17 e 19 de agosto, na Uesb, campus de Vitória da Conquista.

Coordenador do evento, junto com a professora do Curso de Cinema e Audiovisual da Uesb, Milene Gusmão, Maciel explica a proposta das discussões a partir de provocações: “A provocação precisa incidir no campo do pensamento. Coube a mim, como provocador, colocar o cinema no âmbito da criação, pensar a memória para além da representação e colocar a questão do pensamento na ordem do involuntário, justificando, assim, o título do seminário”.

Realizado pelo Programa de Cinema e Audiovisual da Uesb (ProCine), através do curso de Cinema e Audiovisual, em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Memória: Linguagem e Sociedade e o Programa Janela Indiscreta Cine-Vídeo Uesb, o seminário contou com jornadas, compostas por palestras, debates, exibições de filmes e mesa-redonda, tendo como convidados o cineasta Geraldo Sarno e a historiadora Mariza Guerra de Andrade. “Não há cinema sem memória; o cinema brasileiro é uma das chaves importantes para se entender a história do Brasil”, diz a historiadora, que ministrou a palestra “Inscrições intermitentes da memória e o cinema brasileiro”.

O cineasta Geraldo Sarno agradeceu a oportunidade de discutir dois de seus filmes durante o seminário e destacou a universidade como o espaço ideal para debater a temática proposta. “Encontros como esses, entre profissionais que trabalham na área do cinema e estudantes que estão se preparando para entrar nesse tipo de atividade, são muito férteis, sobretudo para os profissionais que se encontram com novas gerações e novas perspectivas”, reforça.

Próprias memórias – Na mesa-redonda “Nós e o Cinema: pesquisa-intervenção na Uesb sobre cinema, memória, pensamento e criação nos processos de formação”, composta pelos professores do curso de Cinema e Audiovisual da Uesb, Glauber Lacerda, Milene Gusmão e Rogério Oliveira, e da coordenadora do Programa Janela Indiscreta, Raquel Costa, os profissionais falaram sobre suas inserções, trajetórias e experiências na área do cinema na universidade, onde, há mais de duas décadas, vem se estabelecendo essa relação por meio da extensão, à qual se somaram a pesquisa e o ensino.  

Segundo Milene, encontros como esse são oportunidades de aprender, compartilhar e criar espaços de discussão e de reflexão. “Evento desse tipo é para pessoas que se dispõem a pensar, a se incomodar com as questões e provocações e que queiram sair da zona de conforto através de imagens que normalmente não são apresentadas para a gente”, enfatiza.

Redacão Jornal do Sudoeste

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