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14 de junho, Dia Mundial do Doador de Sangue

Equipe do Hemoba Brumado/BA. Foto: Fillipe Lima.

Por Natália Silva e Fillipe Lima

Nesta quinta-feira (14) comemora-se o Dia Mundial do Doador de Sangue. Para manter os bancos sempre com reservas a Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia (Hemoba) acumula campanhas para esclarecer as dúvidas sobre a doação e quebrar o tabu sobre os supostos riscos que a prática causa.

Ainda assim, em épocas como as festas juninas é comum termos notícias sobre a carência de todos os tipos de sangue. A sanitarista Elenice Freitas informou ao JS que no Hemoba/Brumado “apesar de ter tido doações recentemente o estoque ainda está baixo”.

Mariana Dourado – auxiliar de enfermagem e os doadores Miguel Guimarães e Antônio Landulfo. Foto: Fillipe Lima

Para pessoas saudáveis a doação de sangue não apresenta risco algum e é um processo simples. Os requisitos básicos são: apresentar um documento oficial com foto; em casos de pessoas entre 16 e 18 anos, estar acompanhado do responsável legal; ter até 69 anos 11 meses e 29 dias, sendo que a primeira doação foi feita antes dos 60 anos; pesar mais que 50kg; estar bem alimentado tendo evitado alimentos gordurosos nas três horas anteriores a doação; e estar bem descansado e com a saúde estável no dia da doação.

Não pode realizar a doação as pessoas que usem drogas ilícitas injetáveis, que tiveram hepatite após os 11 anos o que tenham a seguintes doenças transmitidas pelo sangue; Hepatite B e C, Aids/vírus HIV, doenças associadas aos vírus HTLV I e II, Doença de Chagas e Sífilis.

Doação de Medula Óssea

 Além de doação de sangue, o Hemoba também realiza o cadastro para a realização da doação de medula óssea. A medula é utilizada no tratamento de pessoas portadoras de doenças que prejudicam a produção das células sanguíneas, como a leucemia.

Para ser um doador é necessário ter entre 18 e 55 anos. Preencher o formulário no Hemoba e ter coletado uma amostra do sangue para o exame de compatibilidade, ter os dados inseridos no cadastro nacional de doadores e se disponibilizar a doar no caso de o Ministério da Saúde encontrar alguém compatível.

Foto: Fillipe Lima

“Esse sangue a gente manda para o INCA [Instituto Nacional do Câncer], no Rio de Janeiro, que faz a análise de compatibilidade. No caso de encontrar algum, o ministério entra em contato para confirmar o interesse e arca com todas as despesas para que a pessoa possa doar” explica Elenice Feitas.

Ainda de acordo com a sanitarista “o Brasil é um dos países com mais doadores cadastrados, mas ainda é insuficiente. Tem muita gente esperando alguém compatível” finaliza.

Jornal do Sudoeste

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