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Deputado aliado governo poderá ter por ano R$ 25,4 milhões

Poucos cidadãos que conhecem como funciona o Orçamento Público são contrários que os deputados federais tenham o direito a emendas parlamentares individuais impositivas para colocar em obras e investimentos de infraestrutura e custeio em suas bases eleitorais. É uma regra constitucional e da democracia brasileira que poucos brasileiros sabem.

O que é vergonhoso é que grande parcela da imprensa brasileira tende a criticar os altos salários e regalias de gabinetes a que têm direitos os deputados, mas nunca se preocupa em investigar e apresentar para a sociedade para onde vai tanto dinheiro por decisão individual dos mesmos, sabendo-se que muitos deles são verdadeiros corruptos.

E todo dia tem vergonhosas negociatas dentro do Congresso Nacional e em ministérios que são escondidas do povo brasileiro em relação à liberação de recursos para que deputados apenas digam amém aos interesses do grupo político que está no poder. A mais nova vem do governo de Bolsonaro que ludibriou a classe média brasileira de que acabaria com a corrupção, mas colocou segundo a Folha de São Paulo, seu ministro Onyx Lorenzoni para oferecer aos deputados que aprovarem a reforma da Previdência mais R$ 10 milhões em emendas individuais por ano até 2022.

Ou seja, cada deputado federal já dispõe garantido para decisão individual de R$ 15,4 milhões por ano, e com essa nova “propina institucionalizada” eles terão mais R$ 10 milhões por ano, ou seja, passarão a dispor de R$ 25,4 milhões para fazerem o que quiserem. É vergonhoso porque tem deputado que não tem compromisso com ninguém e chega segundo rumores dos bastidores a vender suas emendas para prefeitos aliados.

Melhor dizendo, repassa recursos públicos de suas emendas individuais para aliados, e recebe de volta sua gorda porcentagem, e ninguém, absolutamente ninguém, da imprensa se preocupa em investigar como funciona essa coisa lá na ponta. A imprensa sempre se preocupou com os R$ 33 mil de subsídios dos deputados, mas não com R$ 15,4 milhões usados sem controle (e se for verdade o que deputados disseram para a Folha de São Paulo, essa fortuna pode aumentar em 65%, passando para R$ 25,4 milhões).

E ainda ficam uns mentecaptos jornalistas da imprensa do jornalismo da obediência tentando ainda dizer para a classe média formadora de opinião de que a corrupção acabou quando se tirou o PT do poder. Deveriam ter vergonha na cara e respeitar o povo brasileiro, principalmente quem não sabe de nada de Orçamento Público!

Genaldo de Melo

Genaldo de Melo

Genaldo de Melo, 43 anos, sergipano radicado em Feira de Santana - Bahia. Gestor social e articulista. Desenvolve consultoria em elaboração de projetos sociais
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