ESTRANHO

Muito estranho viver

Á margem da verdade.

Iludindo-se e tentando,

Através de olhares fixos

No passado, tentar

Camuflar a verdade

Dolorida dos fatos.

A corrente nos trouxe

O caos, a violência

Machucando o coração.

Ah! Estranho!

Estranhas criaturas “cegas”

A propalar o progresso

Quando a selvageria desfila

Pelas rua enquanto,

Nuas de pudor, consciências

Tantas e mais chafurdam

Na lama viscosa do peculato.

Estranho!

Tanto e mais estranho ainda

Quando posam de bons moços

E desfilam, desavergonhados,

Crimes e mais, mais crimes.

Tânia Martins

Tânia Martins

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