Síndrome Respiratória Aguda Grave tem queda em população adulta, aponta FioCruz

Apesar desse cenário, onze estados ainda apontam para crescimento da incidência da doença, nas últimas seis semanas

Por: Daniela Gomes/Brasil 61

O último boletim InfoGripe da Fiocruz que aponta para uma queda da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) na população adulta. De acordo com os dados divulgados, o número de casos registrados pode ter diminuído por conta da incidência de SRAG de Covid-19, principalmente no Sudeste do país. Apesar desse cenário, 11 estados ainda apontam para crescimento nas últimas seis semanas. São eles: Acre, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Piauí, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e Tocantins.

A infectologista Rosana Richtmann conta que existem duas explicações para a incidência e a queda dos casos. Segundo ela, uma das causas está relacionada ao fato de o vírus circula em épocas diferentes no Brasil. Já a outra, é que a vigilância e notificação dos casos não é homogênea por parte da população. “A SRAG varia conforme o momento epidemiológico e sazonalidade no nosso país. Ou seja, em diferentes regiões e momentos, nós temos diferentes circulações do vírus”, destaca.

Rosana explica, ainda, que os casos na população infantil não têm apresentado uma queda. Isso pode ocorrer porque o vírus existente nas crianças pode ser transmitido por um período maior de tempo. Por isso, ela ressalta a importância da vacinação na faixa etária infantil. Segundo a especialista, isso evita a contração e casos mais graves.

De acordo com a Fiocruz, aas crianças de 0 a 4 anos, o vírus mantém presença expressiva especialmente em São Paulo, Distrito Federal e nos estados do Sul do país. Há também um registro de aumento da presença desse vírus nas crianças do Espírito Santo, Minas Gerais e Roraima.

Apesar de circulação do vírus ser diferente em cada região, dependendo inclusive do período, os cuidados para evitar a propagação é o mesmo em todos os estados: vacinação da gripe atualizada, ou seja, uma vez ao ano, em especial os grupos mais vulneráveis e de riscos; higienização adequada das mãos e, se possível, evitar aglomerações.

Caso a infecção do vírus aconteça, a médica infectologista recomenda que os pacientes procurem tratamentos adequados: “Existe hoje um tratamento precoce que deve se começado o quanto antes para evitar que se tenha um quadro mais grave”, considera.

O mais importante em casos de infecções gripais é não expor as outras pessoas e ficar em repousos nos primeiros dias dos vírus, além de usar máscara para evitar o contagio.

Foto de capa: Freepik

Jornal do Sudoeste

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