Theofilo Alves de Lima

Theophilo da Tocada

*16/12/1870†08/06/1935

DONATILA ALVES DE CARVALHO

N.dd/mm/1871-F.DD/MM/ANO SOLICITAMOS AOS FAMIIARES COMPLETAR

 

Theophilo Alves de Lima, Theophilo da Tocada – nome da sua fazenda – como era conhecido. Filho de João Pedro de Lima e Virgínia Arminda dos Santos Lima. Nasceu em 16 de dezembro de 1870, na fazenda Poções, vilarejo de Olhos D’água de Deô, hoje Itaquaraí, município de Bom Jesus dos Meiras, atual Brumado. Faleceu em 08 de junho de 1935, aos 64 anos de idade, em sua residência, na Fazenda Tocada, vila de Brumado, Comarca de Ituaçu-BA.

  Filhos do casal João Pedro de Lima com Virgínia dos Santos (primeiras núpcias): Theofilo, José Trajano, Isaías, Josias, Abílio, Ana Rosa (Loló), Júlia, Josélia, Adelaide e Cecília.  Virginia dos Santas nasceu em 16/03/1946 e faleceu em 22/11/1891.

Do segundo casamento João Pedro/Constança dos Santos Lima (Dindinha): Isaura, Miguel, Edson Gabriel, Jason, Jonas, Elisa e Leonor, todos falecidos. Constança, a Dindinha, nasceu em 11/11/1872 e faleceu em 19/01/1954.

João Pedro de Lima nasceu em 20/09/1840 e faleceu em 22/06/1918 com 78 anos de idade. O óbito foi atestado pelo farmacêutico Manoel Joaquim dos Santos Carvalho (Dr. Nezinho) e pelo major Aureliano Alves de Carvalho. O corpo foi sepultado no mausoléu particular da família de João Pedro de Lima, no cemitério municipal Senhor do Bonfim em Brumado.

Viúva, Constança, a Dindinha, casou-se com José Severino Rodrigues, o Capitãozinho, também viúvo e pai dos filhos Agenor Pinchemel Rodrigue, o Nôca, e José Pinchemel Rodrigues. Mudaram-se para Livramento e tempos depois para Caetité.

Theófilo Alves de Lima, estudou o curso primário na Escola do Professor Francisco José Santana, professor Santana – de Rio de Contas. Inteligente era considerado um bom aluno.

Em 28 de setembro de 1893, Theophilo, aos 22 anos, casou-se com a sua prima carnal Donatilia Alves de Carvalho, nome de solteira, de   22 anos, na fazenda Poções, na residência dos pais da noiva, José Bernardino de Carvalho e Beralda Amélia dos Santos, perante o juiz de Paz Joaquim da Silva Leite. Após o casamento, ela passou a assinar Donatilia de Carvalho Lima.

Assinaram a ata do casamento: escrivão – Francisco de Paula Lobo, Juiz de paz – Joaquim da Silva Leite, os nubentes Theophilo Alves de Lima e Donatilia Alves de Carvalho. Testemunhas: Francisco da Silva Costa e Abílio dos Santos Amorim.

Desse matrimônio, nasceram os filhos: Alzira Alves Lima, Brando Alves Lima, Cantídio de Carvalho Lima, Eulália de Carvalho Lima, Gerson de Carvalho Lima, Hildebrando de Carvalho Lima, Idalinda de Carvalho Lima, Idália de Carvalho Lima, Isaurinda de Carvalho Lima, Olympio de Carvalho Lima, Placídia de Carvalho Lima.

 Theophilo era negociante de tecidos, miudezas, agricultor, fazendeiro criador de gado bovino, ovino, caprino, suíno, além de animais miúdos. Era proprietário de terras estimadas em 1.500 há e    também da Fazenda Caldeirãozinho.

  Reservou uma faixa de terra, em torno de 60 ha, onde plantava feijão milho, abóbora e outras culturas para consumo próprio. Plantou 10 mil de pés de palma para forragem dos animais, fato que lhe valeu o prêmio de dez contos de reis (valor da época) pago pela Secretaria de Agricultura do Estado da Bahia como estímulo pela plantação.

Era magnânimo com os parentes e amigos, jamais se verificaram, em sua vida, quaisquer fatos que pudessem abalar a sua conduta, destacando-se pela retidão e pelo espírito solidário.

Um dos seus filhos, Brando Alves Lima, cursou a Faculdade Federal de Medicina da Bahia, diplomando-se em 1928. Ocorreu um fato curioso com relação ao seu nome: ele fora batizado com o nome de Brando, porém, quando ingressou na faculdade, seus colegas, em tom de chacota, chamavam-no: Oh! Brando, formando um cacófato do seu nome como OBRANDO. Indignado com o episódio, resolveu suprimir a letra “O” do prenome e passou a assinar Brand Alves Lima, certamente com a autorização judicial que decidiu, favoravelmente, pelo pleito.

Theophilo Alves de Lima recebeu o título de Capitão do Exército Brasileiro, nomeado por Decreto de 16 de outubro de 1905 (DOU), pertencendo à 2ª Companhia do 316º Batalhão de Infantaria, sediada em Caetité-BA.  O decreto foi assinado pelo presidente Francisco de Paula Rodrigues Alves e referendado por J. J. Seabra.

A Prefeitura Municipal de Brumado houve por bem homenagear ‘Theophilo da Tocada’, dando seu nome a um logradouro da cidade:  Praça Teófilo Alves de Lima.

Politicamente foi adversário e contra o Intendente Municipal Cândido da Silveira Santos, que pretendia mudar a sede do Município para o distrito de Gameleira dos Machados atual Aracatu. Essa divergência política resultou na renúncia do Intendente.

Homem de fino trato e acolhedor, a sua fazenda Tocada servia de rancharia para os viajantes e tropeiros onde repousavam e tinham pasto abundante para os animais, refazendo-se para continuar viagem.

Por questões políticas, o mausoléu particular da família JOÃO PEDRO DE LIMA foi erigido no lado de fora do Cemitério Municipal. No segundo governo do prefeito Armindo dos Santos Azevedo, o Cemitério sofreu uma reforma, sendo incorporado o mausoléu ao seu interior.

Os dados desta biografia foram fornecidos por Erico Dias Lima, neto e afilhado de Theophilo Alves de Lima e Donatília de Carvalho Lima, a quem agradecemos a gentiliza da colaboração;

 Livro Lagoa do Leite – causos e lembranças, edição de julho/2014, autoria de Nilton Vasconcelos.

Antônio Novais Torres

Antônio Novais Torres é comerciante aposentado, membro fundador da Academia de Letras e Artes de Brumado, membro do Conselho da Cidadania de Brumado, ex-membro do PMDB e PTB e membro do Conselho Editorial do Jornal do Sudoeste.
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